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Comparativo revela diversas incompatibilidades entre navegadores baseados no WebKit

Ícone do WebKit

WebKitPara aqueles que não sabem o que é WebKit, trata-se de uma tecnologia (ou melhor, um browser engine) de código aberto que a Apple criou e usa atualmente nas versões móvel e desktop do Safari para carregamento de páginas (cobrindo o uso de HTML e CSS, basicamente). Tendo em vista que o seu código é liberado para uso por qualquer desenvolvedor de aplicativos — que inclusive pode ajudar a Apple a solucionar bugs e, consequentemente, atualizar seus browsers —, supõe-se que ela funcione da mesma forma em qualquer solução que a utilize, certo?

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Não exatamente; aliás, o que vem acontecendo, à medida que ela evolui e novas empresas se interessam em adotar WebKit, é o contrário. Em um comparativo feito com todos os navegadores que usam essa tecnologia como base do seu carregamento de páginas web, um freelancer holandês chegou à conclusão de que existem hoje 19 versões diferentes dela por aí, cobrindo conjuntos de recursos variáveis e contrariando totalmente a missão da Apple com ela, que supostamente seria definir um ambiente único para exibição de conteúdo na internet.

Como era de se imaginar, quem corresponde melhor ao que o WebKit suporta hoje é o Safari 4, mas nem o seu “irmão de bolso”, o Mobile Safari 3.1, suporta todas as suas capacidades — apesar de ambos serem capazes de completar o teste Acid3 com 100% de aproveitamento, desconsiderando a diferença de desempenho. Pelo menos a coisa do lado da Apple não está tão ruim quanto no Google, onde a qualidade do WebKit nos navegadores do Android não chega a uma fração da existente no Chrome.

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Em todo o caso, isso representa um problema para quem deseja se mostrar adequado a todos os padrões da internet. Apesar de o visual final das páginas ser semelhante na maioria dos casos estudados por esse comparativo, nenhuma delas foi carregada da mesma forma entre os vários navegadores que se dizem desenvolvidos à base do WebKit, mesmo sendo entre o Safari no desktop e o Mobile Safari no iPhone.

Talvez isso possa parecer insignificante por um lado, mas também pode representar um meio de alguma desenvolvedora de browsers estimular o uso de recursos na internet que apenas são suportados pelo seu aplicativo. Pegue como exemplo a gigante de buscas, que, como o TechCrunch notou recentemente, introduziu recursos em CSS na sua página inicial que ainda não existem em nenhum outro browser a não ser no Chrome e no Safari: fazer o seu conteúdo ser mais agradável aos usuários no seu próprio produto não é, segundo especialistas na área, o melhor jeito de convencer os usuários a migrar para um bom browser, ainda mais se estão sendo usados recursos que não correspondem aos padrões da web.

É estranho ver a Apple se preocupar em produzir a melhor tecnologia para navegadores de internet e não garantir que todos os seus recursos (não estou me referindo a plugins e à mesma velocidade) estejam presentes em todos os aplicativos da categoria que a suportam. Olhando como o seu percentual de mercado está hoje, seria fácil para qualquer concorrente — como por exemplo a Mozilla, que possui um navegador móvel a caminho do lançamento — lançar um produto para outros dispositivos que garanta a mesma qualidade de navegação da internet em múltiplas plataformas e aparelhos, algo que o WebKit não faz hoje.

[via InfoWorld]

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