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Forbes explica os motivos do lançamento frustado do iPhone na China (por que será que eu conheço essa história?)

iPhone 3GS deitado, de lado

A Apple e boa parte dos grandes analistas que acompanham seu desempenho financeiro esperavam bem mais do lançamento do iPhone na China, em números que não foram vistos na prática algumas semanas após o sua chegada. Numa tentativa de explicar o ritmo reduzido das vendas, um dos editores da Forbes explica que a empresa cometeu alguns erros, considerados comuns para quem se aventura a vender um produto do tipo em um país como a China.

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iPhone 3GS deitado, de lado

Ele conta que a Apple primeiramente não levou em consideração as tendências locais dos usuários, comuns quando decidem que é hora de adquirir um novo (ou primeiro) smartphone. Explico: grande parte dos chineses opta por adquirir aparelhos pré-pagos, ou seja, eles não “se casam” com suas respectivas operadoras. Da mesma forma, o gasto médio deles com operadoras é muito menor do que a inventora do iPhone espera ganhar em cada país, especialmente quando se acha capaz de vendê-lo em qualquer lugar do mundo pensando que está nos Estados Unidos, onde essa média de gastos é muito, muito maior.

Dessa forma, os preços do aparelho não são atrativos para quem mora na China, pois essas pessoas já estão habituadas a passar longe dos planos pós-pagos das operadoras. Ah, e falando em operadoras, caímos no segundo erro que a Apple pode ter cometido: escolher um parceiro inadequado para sua situação em um novo país.

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A China Unicom controla apenas 30% dos números celulares no país em questão, enquanto sua maior concorrente — a China Mobile — domina 70% — sem falar no fato de oferecer serviços com maior qualidade, aparentemente. Como não há portabilidade numérica na parte do oriente onde essas empresas atuam, as chances de a Apple convencer usuários a perder seu número abandonando uma operadora são bem mínimas, principalmente com opções de compra tão “favoráveis” para os usuários.

Por fim, a terceira razão citada pela Forbes é uma que nós, brasileiros, conhecemos muito bem: a Apple dormiu no ponto, esperando meses para expandir a oferta do iPhone. Ela não considerou o fato de que hackers o desbloqueariam via software (ou hardware) e sua disponibilidade aumentaria de forma não oficial. Da mesma forma, ela não esperava que, vendendo o aparelho desbloqueado em uma região vizinha à China, muita gente não optaria por comprar de lá — ganhando até recursos extras, como foi o caso particular do Wi-Fi.

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O que podemos concluir disso é que o lançamento do iPhone na China não foi nada mais do que uma versão em maior proporção de como este respectivo evento aconteceu no Brasil — ou em qualquer país com costumes de celular semelhantes ao nosso. Eu sei que há dezenas de milhares de smartphones da Apple oficialmente adquiridos por aí, mas em um país com mais de 192 milhões de habitantes (dos quais 80% possuem celular) isso ainda é pouco.

Eu não duvido nada de que, se qualquer um for pesquisar os motivos pelos quais um aparelho como o iPhone não é popular no nosso país, vão empacar primeiro nessas três razões citadas pela Forbes. Por mais que o vejamos na mídia, não há como ele ser popular levando em conta os seus preços e planos tão inacessíveis para uma grande margem de pessoas — uma história que agora se repete na China…

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