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Conheça o DOS Compatibility Card, o “pai” do Boot Camp

Antes da chegada do Boot Camp aos Macs Intel, em 2006, o Windows já havia sido usado como sistema operacional alternativo para computadores da Apple, porém há muito tempo. Imagino que quem conhece os produtos da Maçã há mais de 15 anos provavelmente já ouviu falar nos não tão famosos DOS Compatibility Cards, vendidos pela empresa em meados dos anos 1990.

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Apple DOS Compatibility Card

Enquanto a Apple tinha uma bagunçada linha de produtos, a popularidade do Windows e do DOS no setor corporativo a fizeram sentir necessidade de suportar ambos nos Macintoshes da época. Daí veio a ideia de usar uma placa exclusiva para cumprir a tarefa, que continha basicamente um PC inteiro, apertado ao extremo, porém usava fonte de energia, drives e periféricos do computador em que era conectada.

O primeiro modelo do DOS Compatibility Card foi lançado em 1994, destinado ao Macintosh Centris 610 e ao Macintosh Quadra 610. Ele não suportava saída de áudio, mas contava com um processador Intel 486SX (rápido para os padrões da época) rodando a 25MHz e o DOS 6 pré-instalado, custando US$400.

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Já o segundo modelo, lançado em 1995, trazia o DOS 6.2.2 e já suportava áudio e Windows 3.1. Este já funcionava com o PowerMac 6100 e com o Macintosh Performa 6100, contando com um processador Intel 486DX/66 — sim, ele era capaz de rodar até o Windows 98! Com o tempo, porém, ela foi mudando o nome do produto e licenciando-o para outras empresas, fazendo com que o seu preço chegasse próximo dos US$700.

Desde ajudar o sistema dos Macs a lidar com arquivos do Windows até permitir a execução dele em um monitor secundário — enquanto o Mac funcionava no principal através do mesmo hardware —, os DOS Compatibility Cards cumpriram bem as tarefas para as quais foram criados, mas só ajudaram a tornar a oferta de produtos da Apple ainda mais fragmentada. Com a transição para Intel (2005/2006), ao menos ela conseguiu trazer o suporte a Windows de volta por meio de recursos menos complicados (não só Boot Camp, mas também apps de virtualização), permitindo que os usuários pudessem trabalhar melhor com o sistema da Microsoft para fins profissionais, ou para jogar, dentre outras tarefas.

[via TUAW]

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