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Gruber & Cia. falam sobre iTablet: o que é o produto, como ele será, para que será?

Nas últimas (muitas) semanas, o principal rumor que corre no mundo Mac é a tablet da Apple, aka iSlate, iTablet, iPad, iGuide, MacTablet… De vez em quando pipocam algumas informações “concretas” aqui e ali, mas, diante da iminência de lançamento do produto, o que tem rolado bastante também são discussões e especulações acerca de como o produto será e funcionará.

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John Gruber, do Daring Fireball, deu o pontapé inicial na questão em um extenso artigo publicado bem na virada do ano. Apesar de ter fontes quentíssimas dentro da Apple, nem ele teve contato com ninguém que trabalhou e/ou viu o hardware ou software da tablet. Até mesmo dentro de Cupertino o projeto é dado como certo, porém pouco se sabe sobre ele — até porque já foi dito e repetido que Steve Jobs em pessoa envolveu-se bastante com a sua criação.

Um dos aspectos discutidos por Gruber é quanto ao propósito de uma tablet: considerar que ela terá 7 polegadas é válido, mas talvez esse “iPod touch gigante” (que não teria o dobro da tela, e sim quatro vezes a sua área útil — telas são medidas na diagonal, lembrem-se!) não fizesse tanto sentido quanto um ainda maior, de 10-11 polegadas.

Dizer que a tablet será lançada para qualquer um poder usá-la no sofá não é muito legal, pois hoje já se pode fazer isso com um MacBook ou com o seu próprio iPhone/iPod touch. Gruber especula que a iSlate será uma alternativa aos próprios MacBooks, não tão completa quanto um Mac/computador normal, mas tão avançada e inteligente quanto um iPhone/iPod touch. O produto seria ótimo para quem já tem um iMac e um iPhone, por exemplo, e precisa de um Mac portátil para levar pra cima e pra baixo. O preço? O consenso diz algo entre US$500 e US$800 — mais que um iPhone, menos que um MacBook.

Visão artística de uma tablet da Apple

Uma coisa interessante a se considerar numa tablet é como ela seria utilizada, na prática, para você assistir a vídeos ou ler um livro eletrônico, por exemplo. Quais as opções? Segurá-la com as duas mãos? Apoiar no colo? Deixar em cima da mesa (ângulo não muito agradável)? Usar algum dock/suporte especial com a inclinação ideal de visualização? Ou será que ela teria duas telas dobráveis, à la Microsoft Courier, o que “resolveria” essa questão?

O sistema mais uma vez é dito como um misto de iPhone OS com Mac OS X, já que uma touchscreen de 7-10 polegadas não comportaria nenhum dos dois da melhor forma possível. Vale observar que a Apple estaria preenchendo um novo espaço com a iTablet, não descartando nenhuma de suas outras linhas de produtos já existentes. Gruber cita, inclusive, que há uma possibilidade de desenvolvedores obterem uma versão preliminar do Mac OS X 10.7 já nesta WWDC, em junho.

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Conforme observa bem o desenvolvedor Marco Arment, um dos aspectos mais polêmicos e incertos acerca de uma tablet é sobre o seu método de entrada de texto. Um iPhone não foi criado para longas digitações, então seu teclado virtual compacto substitui muito bem os físicos que encontramos em concorrentes (ou até o antigo T9, baseado no teclado numérico), mas uma tablet não pode seguir o mesmo conceito. Além disso, bater os dedos numa superfície de vidro totalmente plana por longos períodos, sem qualquer feedback tátil/háptico, não deve ser nada agradável.

No final das contas, a tablet da Apple tem tudo para ser um belíssimo produto, de construção primorosa e totalmente multifuncional — de preferência, sempre conectado à internet. O segredo da firma de Cupertino não é entregar produtos de que *precisamos*, e sim lançar novidades que todos *desejamos*. E a tablet já conquistou esse objetivo, sem nem sequer ter sido apresentada pela empresa.

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Há quem acredite que o produto chegará para “redefinir a história da computação pessoal”. Será? 😉

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Outros textos que também vale conferir:

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Em um rápido comentário postado ontem em seu blog, Gruber disse que, com base em contato com fontes suas próximas à Apple, a tablet não virá com uma câmera, webcam ou qualquer coisa do tipo — como alguns especulam.

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