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Seria o iPad um Kindle-killer?

iPad e Kindle - Eddie Wong

Na última quarta-feira, Steve Jobs não lançou somente uma tablet; ele apresentou um novo dispositivo multi-touch com um aplicativo sensacional para leitura de ebooks embutido e uma nova loja de conteúdos online integrada à iTunes Store. Sim, estamos falando, respectivamente, do iPad, do iBooks e da iBookstore.

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Quando Jobs citou as capacidades de leitura de livros eletrônicos no iPad, todos logo se questionaram: seria o novo produto da Maçã um Kindle-killer?

iPad e Kindle
Foto: Eddie Wong

Como faria Jack, o Estripador, vamos por partes:

  • Tela: pensando na leitura especificamente, a do Kindle ganha por ser feita de e-ink. Essa tecnologia foi criada especificamente para leitores de ebooks, é totalmente digital e não cansa a vista. Todavia, é preta e branca e não é touchscreen; além disso, o tamanho só equipara-se considerando o Kindle DX, visto que o Kindle normal tem um display de apenas 6 polegadas.
  • Design: isso vai do gosto pessoal de cada um, é claro, mas chega a ser um consenso o quanto o Kindle é feio. Já li muitos afirmando que a Apple poderia ter feito um trabalho melhor com o iPad, mas o produto no geral é muito belo (ou “sexy”, como costumam caracterizar iProducts por aí) — a larga borda preta pode parecer exagerada à primeira vista, pessoal, mas chega a ser _necessária_ para uma melhor pegada do gadget, acreditem.
  • Bateria: mais uma vez o Kindle ganha, prometendo *dias* de autonomia. Em uma conversa com Walt Mossberg, Steve Jobs revelou que a tela é o que mais consome bateria no iPad, por isso a autonomia para leitura de livros seria de “apenas” dez horas. “Mas ninguém vai ler por dez horas”, disse o CEO da Apple. É um argumento válido, mas no final das contas usuários de iPad terão que se preocupar muito mais em colocá-lo no dock para recarregar do que donos de Kindles.

  • Conteúdos: talvez você não lembre, mas o portal Amazon.com começou como uma loja de livros (físicos, na época). Hoje a gigante vende de tudo, inclusive — e há um bom tempo, já — ebooks. A Apple só está chegando agora com a sua iBookstore, portanto terá um bom caminho a percorrer — o que será bastante facilitado com o suporte nativo ao padrão ePub, vale observar. Mesmo assim, já firmou parcerias com grandes editoras, e eu não duvido nada que uma fila enorme já tenha se formado em seus escritórios com outras trocentas interessadas, vislumbrando o potencial do iPad. A briga é pesada, mas a Amazon valoriza muito esse aspecto do seu negócio — não é à toa que seus conteúdos podem ser lidos não só em Kindles, como também em iPhones, iPods touch, PCs e em breve também Macs e BlackBerries (e por que não o iPad?).
  • Funções: é aqui que o Kindle se perde pra valer. Embora pareça uma, ele não é uma tablet e serve apenas para a leitura de conteúdos digitais. O iPad é um iPhone/iPod touch maior, com todas as funções de um computador portátil e multimídia, inclusive com uma suíte de produtividade completa e bastante acessível. Com o dock + teclado, o iPad vira praticamente um MacBook baratérrimo.
  • Preço: a US$260, o Kindle é realmente bem barato, mas apenas o modelo DX pode ser comparado lado a lado, de fato, com o iPad. Neste caso, estamos falando de uma diferença de apenas US$10. Qual você compraria? 😉

Por algum motivo, a Amazon prefere não revelar a quantidade de Kindles vendidos até hoje. O TechCrunch divulgou ontem, porém, que fontes próximas à companhia afirmaram que ela superou os 3 milhões de unidades em dezembro. Enquanto isso, analistas como Gene Munster já preveem que a Apple venderá isso de iPads só em 2010, podendo chegar a 12 milhões em 2012.

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Uma coisa é fato: essa concorrência acirrada só tem a _nos_ beneficiar, como consumidores. E você, já chegou a alguma conclusão? 🙂

[foto: Eddie Wong, via Flickr]

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