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Revistas no iPad poderão custar US$5/edição por algum tempo — o mercado dirá [atualizado]

A Fortune Brainstorm Tech trouxe hoje uma reportagem interessante sobre os preços de periódicos à venda na iPad App Store, compilando declarações feitas durante o Tabula Rasa, um evento sobre possibilidades abertas pela computação em tablets. Dois grandes exemplos abordados na reportagem foram a Popular Science e a TIME.

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Popular Science

A revista, que conta com um trabalho de design completamente diferente de tudo o que já vimos em termos de publicações eletrônicas (a ponto de receber menção na Stevenote de apresentação do iPhone OS 4), custa US$5 por edição via In-App Purchase. Esse é o mesmo valor cobrado por uma revista nas bancas, mas é o quíntuplo do cobrado por cada edição em uma assinatura anual, que sai por apenas US$12.

“Estamos tentando fazer com que nossos leitores não sintam como se estivéssemos lhes dando um tapa na cara enquanto exploramos este mundo novo”, disse Mark Jannot, editor-chefe da Popular Science. Não fosse pelo trabalho com o design excepcional e futurista do app, eu diria que esse “tapa na cara” passou perto. Perto o bastante pra um leitor sentir o vento.

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“Mas vamos continuar a ser agressivos com o preço. Veremos o que o mercado suporta”, completou. Imagino que “agressivo”, neste contexto, reflita hostilidade em relação aos leitores ou o medo de cobrar qualquer coisa que não seja o mesmo preço da edição impressa. Quando a Apple permitir que revistas vendam assinaturas, porém, os preços poderão ficar mais convidativos, chegando a US$30 por 12 edições eletrônicas ou US$20 por 6 — ainda muito acima do preço da assinatura tradicional.

O app da Popular Science custa US$5 na App Store (19MB), mas já vem com uma edição da revista.

TIME

Talvez um dos maiores nomes entre as revistas semanais, a TIME adota o mesmo preço por edição, US$5 (como referência, uma assinatura anual da revista, que custa US$20, impressa reduz o custo por edição para US$0,35). Contudo, dois fatores a destacavam (como pior): até ontem, cada revista era um app separado, o que pode gerar um grande problema de organização para o usuário, e o estilo da revista, apesar de contar com um tratamento visual grandioso, ainda não se distancia o bastante de um PDF de luxo.

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Enquanto minha opinião sobre o design da TIME pode ser diferente da de muitos, não há como negar que a estratégia inicial de um app para cada edição foi um tiro no pé. Como a revista tem periodicidade semanal, suas chances de aparecer bem numa lista de Top Paid ou Top Grossing eram nulas. Porém, foi lançado ontem um app gratuito (1,4MB), no qual é possível comprar cada edição e manter todas concentradas em um único lugar. Contudo, um grande erro foi não permitir a quem já tinha comprado as quatro revistas anteriores a baixá-las novamente neste novo aplicativo — o que rendeu mais de uma centena (de justas) avaliações de uma estrela. Mas é errando que se aprende, e o pessoal da TIME parece disposto a aprender.

As opiniões acerca dos apps divide opiniões. Roger Black, um designer de revistas veterano, acha a estratégia de preços ousada. Jeff Jarvis, ex-editor da Time Inc. e autor, já acha que o app é “a porcaria mais vergonhosa já feita”, por significar um regresso funcional em relação ao site da revista (onde você pode procurar por termos e seguir links).

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Alissa Bowen, vice-presidente sênior da Thomson Reuters, foi quem chamou a atenção de todos para o fato mais negligenciado nesta história toda: propagandas e os 125 milhões de cartões de crédito cadastrados na iTunes Store. “São 125 milhões de pessoas com os cartões de crédito pra fora, a um passo de gastar — isso é gigantesco”, ela disse. “É uma oportunidade enorme.”

Concordo.

Atualização (1/5)

O texto foi atualizado com informações sobre o app TIME Magazine, que permite a aquisição de edições via In-App Purchase; dica do Marcelo Melo, obrigado!

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