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Mais um app é barrado na App Store, desta vez por fazer brincadeira com Tiger Woods

Um passatempo interessante neste mundo doido é sentar e observar os fenômenos que nos cercam. Veja só o exemplo da iPhone App Store: às vezes parece que apps são selecionados com base em dados que, em vez de números, têm mensagens como “aprove!”, “reprove!”, “segure!”, “ignore!”, “limite!” e “espere a próxima conjunção de Júpiter, Marte e Mercúrio para aprovar!”. Outras vezes, porém, dá pra perceber um certo padrão nas rejeições.

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Caricaturas e piadas com celebridades, por exemplo, são um campo minado pros aprovadores — basta olhar para a confusão que envolveu Mark Fiore. A bola da vez é um app criado por Daryl Cagle, que compila charges envolvendo o golfista Tiger Woods — cujas relações extraconjugais foram motivo de notícia, recentemente.

Num artigo intitulado “Você pode ridicularizar o Obama, mas não detone o Tiger Woods”, Cagle cai em cima da Apple, ressaltando a inconsistência de um processo de aprovação de apps que permite que vários aplicativos com brincadeiras envolvendo o presidente dos EUA estejam à venda, mas que um golfista seja “protegido”. Enfim, a velha discussão de liberdade de expressão e até onde a Maçã teria direito de vetar a entrada de aplicativos em sua loja.

A resposta oficial da Maçã, segundo o próprio Cagle: cartoons editoriais fazendo brincadeiras com figuras públicas não têm problema algum, mas o tipo de concentração que fizeram com o Tiger Woods foi um pouco longe demais. As mesmas charges podem aparecer misturadas a outras, de outros temas, sem problemas — como de fato ocorre em um app para iPad.

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Isso faz pleno sentido, pra mim. “Você quer publicar cartoons? Ok. Você quer publicar cartoons só sobre Fulano de Tal? Não tão ok.” Abrir precedentes é uma coisa perigosa, e eu percebo que, na App Store, a Apple quer pecar por excesso de cautela, e não por falta. Começa com um app ridicularizando exclusivamente a vida pessoal do Tiger Woods, termina com uma dezena de apps ridicularizando pessoas comuns, como eu e você. Daí pra alguém querer processar a Apple por ter dado divulgação a um aplicativo desses, é um pulo.

No final das contas, as pessoas esquecem que a App Store é da Apple. Tem um veículo de comunicação completamente aberto e livre que todo mundo esquece nestas horas: a internet. A Apple barrou seu aplicativo na loja dela, mas você quer estar em todos os iPhones, iPods touch e iPads do mundo? Faça um site (o Mobile Safari permite até que seus fãs salvem um favorito na Home Screen, como se fosse um app nativo)! El Joboso, o temido comedor-de-criancinhas que está destruindo o mundo livre “one app at a time” não poderá alcançar você lá.

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Agora, se você quer todos os recursos e facilidades que a Apple criou e implementou, mas não quer se submeter ao crivo dela, tenha dó. Como dizem os antigos, “come do meu pirão, prova do meu cinturão”. :-/

[via Macworld]

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