Clientes começam a orientar agências para tornar conteúdos web compatíveis com HTML5

Sites iPad-ready, by Apple
Conteúdos web preparados para o iPad são destaque até no site da Apple.

Talvez a Apple esteja sendo arrogante com toda a sua política de exclusão ao Flash Player no iPhone OS, mas, por outro lado, não há como dizer que isso não está funcionando a seu favor. Em um artigo publicado hoje, o Wall Street Journal citou algumas agências de design que já estão com uma demanda considerável de clientes sem interesse por conteúdos web baseados na tecnologia da Adobe, visando maior compatibilidade com gadgets rodando a plataforma móvel da Apple — e maior qualidade de uso em seus desktops, por que não?

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Sites iPad-ready, by Apple
Conteúdos web preparados para o iPad são destaque até no site da Apple

Agências como a Ninth Degree, situada no estado norte-americano da Califórnia, já estão vendo a hora em que deverão contratar mais profissionais com experiência no uso das ferramentas de desenvolvimento da Apple para web, ou pelo menos tenham contato com os requisitos para que sites e web apps funcionem perfeitamente na versão do Safari para a sua plataforma móvel. É claro que isso não beneficia apenas quem possui iPhone, iPod touch ou iPad, mas o sucesso deles no mercado já estimula a vontade dos clientes.

Obviamente, essa migração que algumas empresas de web design vem constatando não é permanente: muitas delas ainda possuem planos para o Flash, mas também querem oferecer sites em HTML5 que funcionem bem com gadgets incompatíveis com as tecnologias proprietárias da Adobe. Isso não é uma limitação provocada apenas pela Apple, já que a Mozilla também não deu espaço a plugins na sua edição do Firefox para a plataforma Maemo (na qual o Nokia N900 é baseado), que também deverá ir para o Android no futuro.

Enquanto isso, outras agências não dão o braço a torcer para o padrão HTML5 devido à falta de compatibilidade dos seus elementos com o Windows Internet Explorer, ou por dependerem de uma política específica de publicidade e gerenciamento de direitos digitais — DRM, como é o caso do Hulu nos Estados Unidos. Sempre haverá casos e “casos”, mas é bom saber que a preocupação com os produtos da Apple está crescendo nos planos de alguns web designers e dos seus respectivos clientes.

[via Daring Fireball]

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