Apple volta a ser investigada por práticas anticompetitivas no mercado de música

iTunes Store

Segundo o New York Times, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos voltou a investigar a iTunes Store devido a práticas anticompetitivas que estariam acontecendo entre a loja e as gravadoras para impedir que negociações exclusivas se concretizassem com outros distribuidores online — incluindo a Amazon.com. A empresa de Jeff Bezos teria buscado o apoio das gigantes do mundo da música para conseguir o direito de venda de novas faixas antes de outras lojas, mas, em vez de focar sua atenção no progresso disso, a justiça estaria de olho na influência da Apple sobre a decisão das gravadoras.

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Com isso, a dona da iTunes Store garantiria que as duas lojas continuassem a ter acesso às mesmas novidades simultaneamente, impedindo a concorrência de ter direito a exclusividades sobre lançamentos — algo que, no caso da Amazon, apareceria na sua promoção “Daily Deal”. Usando o seu poder no mercado para convencer as gravadoras a não negociar com a Amazon, a Apple estaria criando uma competitividade injusta, algo que aparenta ser o foco da investigação, a qual é baseada em fatos ocorridos nos últimos dois meses.

Nenhuma das partes envolvidas no rumor quis dar declarações sobre o assunto, mas essa não é a primeira vez que a superioridade da Apple atrai a atenção de órgãos norte-americanos reguladores de comércio — sem falar que sempre aparece um processo contra ela relacionado a isso, de tempos em tempos. A iTunes Store é a maior distribuidora de músicas do mundo, com quase 70% do mercado norte-americano de downloads e 26,7% do setor como um todo.

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