Foxconn poderá cortar indenizações, aumentar salários e cobrar mais de clientes para conter suicídios

Conforme apurado pela Reuters, investigações acerca dos suicídios na Foxconn teriam levado a “evidências concretas” de que a indenização de 100 mil yuans (~US$14.600) paga às famílias dos suicidas poderia estar servindo de incentivo para que mais jovens se matassem. Com isso, uma das medidas tomadas para interromper esse ciclo vicioso seria pagar somente o mínimo legal, possibilidade que já fora cogitada.

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Pôsteres afixados nas instalações teriam os seguintes dizeres:

Este ato é errado. A vida é preciosa. Para prevenir tais tragédias, a Foxconn não mais pagará indenizações senão as previstas em lei.

Adicionalmente, medidas como um reajuste salarial de 30% levariam a empresa a cobrar mais de seus clientes (dentre os quais temos a Apple), segundo aponta o Electronista. O aumento no salário-base serviria para reduzir a necessidade por horas extras, mas também haveria uma limitação destas em no máximo três horas diárias. Organizações de defesa do trabalho na China alegam que empresas como a Foxconn se baseiam na exploração dos trabalhadores: caso não usasse o sistema de horas extras, para atender à atual demanda do mercado a parceira da Apple precisaria contratar pelo menos mais 100 mil funcionários.

Terry Gou, CEO da companhia, comentou numa reunião com acionistas que parte da produção poderá ser movida para linhas de montagem automatizadas em Taiwan e que oficiais locais poderão de alguma forma supervisionar os dormitórios da indústria. Gou negou que a onda de suicídios tivesse alguma ligação com as condições de trabalho.

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