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Hon Hai poderá aumentar preços para Apple e outras empresas de tecnologia [atualizado]

Fábrica da Foxconn

Não é algo final e determinado, como você pode sentir pelas fontes: a Reuters divulgou ontem uma história contada por um jornal de Taiwan dizendo que um analista do Citibank falou que a Hon Hai (Foxconn) vai subir os preços para vários de seus clientes, inclusive Apple, Nokia, Microsoft e Sony Ericsson. Pois é, parece um telefone-sem-fio com várias etapas. A elevação nos preços deverá servir para alavancar o crescimento da empresa, que experimentou um bom mês de setembro principalmente graças ao sucesso do iPhone.

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Fábrica da Foxconn

Há também a questão dos aumentos de salários há muito tempo prometidos pela companhia, e o Register confrontou a Foxconn quanto a um relatório feito por estudantes e professores universitários alegando que menos de um terço dos 30% de aumento prometidos será de fato repassado para os trabalhadores — isso em meio a uma série de outras acusações de exploração laboral. A empresa se defendeu num email bem extenso [PDF; 78KB], mas o jornal não se mostrou plenamente convencido, acreditando que apenas uma inspeção governamental possa resolver o caso definitivamente.

Apesar disso, o Citibank estima que a Hon Hai deverá ver suas vendas aumentarem 30% em 2011. E, havendo o dito aumento de preços, resta saber se as companhias afetadas vão reduzir suas margens de lucro ou repassar parte disso para os consumidores.

[dica do Ramon Voznak, via 9 to 5 Mac]

Atualização (14/10)

Segundo o DigiTimes, esse aumento começou de fato a ser negociado entre a Foxconn e seus clientes, havendo relatos de que muito já teriam aceitado os novos preços. Acredita-se que a concorrência entre fornecedores não influa grandemente nestes contratos novos, dado que todas as indústrias na Ásia estariam trabalhando sob os mesmos preços de peças e custos laborais.

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Não foi divulgado, porém, se a Apple está entre os clientes da Foxconn que já concordaram com o aumento ou se ela ainda pretende analisar outras opções.

Quanto ao relatório-bomba sobre as condições dos trabalhadores, a ZDNet pintou com cores mais fortes o papel indireto da Maçã sobre a exploração laboral na China: a demanda pelo iPad teria sido responsável por turnos de 12 horas (inclusive aos domingos), sem direito a horas-extras nos fins de semana, com descanso apenas a cada 13 dias por um período de 6 meses.

Copiar 300 vezes citações de Terry Gou (CEO da Foxconn) estava entre os castigos impostos a trabalhadores que cometiam erros, segundo a investigação. Já pensou, se a moda pega? É chocante saber de algo tão medieval sendo aplicado em um ambiente de trabalho. 🙁

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