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Um MobileMe gratuito seria legal, mas teria a Apple motivos para oferecer isso?

Logo do MobileMe

Charles Jade, do GigaOM, não só acha que a Maçã tem bons motivos para tornar seus serviços online gratuitos, como alega que a própria natureza do MobileMe anseia por essa mudança. O primeiro motivo é o mais óbvio: a concorrência, especialmente a do Google, não cobra nada por algo similar. Nos tempos de iTools, o cenário era diferente, e bastou passar a cobrar (e mudar de nome, para .Mac) para fazer 90% dos clientes evaporarem e a popularidade destes serviços nunca voltar a ser a mesma.

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Logo do MobileMe

Quanto a Apple deixaria de ganhar com assinaturas do MobileMe? No último trimestre, a Maçã teve uns US$20,3 bilhões em receitas, e apenas US$662 milhões vieram de “softwares e serviços” — ou seja, o MobileMe fica perdido no meio de iLife, iWork, Aperture, etc., representando bem menos que essa quantia, que já não é tão grande, relativamente falando. Compare isso com os US$18 bilhões que vieram de Macs e iGadgets. A Apple sempre esteve no negócio de vender hardware, e uma série de serviços gratuitos podem ajudar justamente nessa área, evitando ainda que usuários migrem para outras soluções no futuro.

Não que isso seja algo grave atualmente, já que “Once you go Mac, you never go back”, mas ainda assim seria interessante para a empresa. Mesmo donos de PCs poderiam ser fisgados pelo canto das sereias que conhecemos pelos nomes iPad, iPhone e iPod touch — bastaria que um gadget com iOS trouxesse de bandeja uma assinatura gratuita do MobileMe.

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Na verdade, nem precisava ser gratuito para sempre: bastava um ano de assinatura na compra de hardware novo (o Mac OS X e a iLife já vêm “free”, por que não mais um presente no pacote?). Quem pode (e até quem não pode) troca de Mac ou iPhone sempre que um modelo novo aparece, então essa seria uma forma de premiar os clientes mais abastados fiéis. No Brasil seria trágico, mas nos EUA eu tenho certeza de que muita gente consideraria um ótimo negócio.

Tabela fantasiosa do MobileMe - GigaOm

Mas vamos falar “gratuito”: Jade criou a tabela acima, mostrando três níveis que o serviço poderia adotar, MobileFree, MobileMe e MobileWe (substituindo o “Family Pack” atual). Apesar de serem nomes muito interessantes para marketing, eu sinceramente acho que “MobileWe” é um erro gramatical duro de engolir — o correto seria “MobileUs”. Enfim…

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Mesmo com o sedutor custo de US$0/ano no MobileFree, as versões pagas teriam a vantagem de oferecer certos serviços exclusivos, como o que Jade chama de Cloud Capsule (basicamente um Time Capsule na nuvem). Soa como algo moderadamente plausível, dado que o data center na Carolina do Norte ainda precisa mostrar a que veio.

Tudo isso serviria para atrair consumidores e mantê-los no ecossistema da Apple para sempre — e sempre. Eu só me pergunto se, com os apps intransferíveis para outras plataformas móveis e a robustez do Mac OS X, a Maçã realmente precisa dar mais motivos para alguém não querer (ou não poder) abandonar suas plataformas. Isso sem falar que, mesmo pago, o serviço já dá seus soluços de vez em quando. Será que torná-lo gratuito não o faria piorar exponencialmente, com a carga extra de usuários?

Esperemos que a promessa de Steve Jobs sobre melhoras em 2011 signifique que algo realmente inesquecível vem aí, e uma mudança nesta direção (que já parece ser uma tendência) certamente seria considerada histórica.

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