Caris & Co.: Apple é uma empresa que se baseia não em um produto, mas em uma plataforma

iPhone e App Store

Muito se tem falado sobre o “atraso” do iPhone 5 e do impacto que o terremoto/tsunami do Japão poderá ter no mercado de componentes usados para produzir iGadgets, mas para Robert Cihra, da Caris & Co., nada disso deve importar muito para a Apple. Soa estranho, quase bizarro, mas a questão é que, quando o assunto é Maçã, estamos começando a passar a linha em que o produto físico em si é o foco e chegando a um território no qual tudo o que importa é a plataforma.

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iPhone e App Store

O que vai acontecer, se um novo iPhone não for anunciado em junho? A App Store vai continuar com centenas de milhares de aplicativos, o sistema de vendas continuará sendo fácil de usar, a iTunes Store ainda vai vender músicas e toda a estrutura que faz do iPhone o iPhone vai permanecer inalterada.

Quando uma plataforma é estável, cai bastante a necessidade de ter sempre um novíssimo produto sustentando o interesse dos consumidores. Estes, por sinal, se tornam fiéis não ao gadget que fica à venda por um ano, mas à plataforma que existe há quase dez anos (e pode continuar aqui por mais dez). Além do mais, se existe uma companhia pela qual os consumidores se dispõem a esperar, essa companhia é a Apple.

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A respeito de novidades de hardware, “Quer imaginar como vai ser o próximo iPhone ou iPad?”, indaga Cihra. “Apenas imagine um retângulo mais fino e leve. Não é o hardware que importa, é o software — bem, na verdade é o software + hardware + serviços, numa plataforma vertical completamente integrada.” Ele conclui dizendo que o iOS representa o “what’s next?” da Maçã.

Enquanto isso, Tavis McCourt, da Morgan Keegan, reviu suas previsões de vendas de iPhones para o próximo trimestre, reduzindo-o de 17 milhões para 14 milhões — em compensação, o trimestre seguinte subiu de 19 milhões para 22 milhões, com a possível chegada de um novo modelo em setembro. Suas previsões para o primeiro trimestre do ano (17,5 milhões) e para 2011 inteiro (69,7 milhões), porém, permanecem inalteradas.

[via Barron’s: 1, 2]

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