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Mike Capps, da Epic Games, acredita que apps de US$1 estão matando jogos tradicionais

Ícone do Angry Birds

Olho para Angry Birds. Olho para Grand Theft Auto IV. Existe uma pequena diferença: um desses jogos serve para distrair você na fila do caixa do supermercado, enquanto o outro requer fins de semana de imersão na frente de uma TV de alta definição e, de preferência, um bom sistema de home theater. Ah, e um desses jogos custa US$1, enquanto o outro saía por US$60 na época do lançamento.

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Ícone do Angry Birds Grand Theft Auto IV
Final Fantasy XIII Ícone - Infinity Blade

Olho para Infinity Blade. Olho para Final Fantasy XIII. Existe uma pequena diferença: um desses jogos é um tour de force gráfico em uma aventura épica que promete envolver você e desafiar sua imaginação em combates épicos e inesquecíveis, enquanto o outro é um elenco de personagens irritantes numa história mal escrita que consome horas de tédio percorrendo corredores intermináveis e apertando um mesmo botão ad nauseam. Ah, e um desses jogos custa US$10, enquanto o outro saía por US$60 na época do lançamento.

Estes dois exemplos servem para ilustrar de forma concisa o cenário atual de games: existe o mercado móvel, que se foca em diversão rápida e prática em smartphones, mas também existe o mercado tradicional, de consoles dedicados cujos jogos mais parecem produções de Hollywood — ou séries de sucesso, já que a quantidade de horas de entretenimento passa com folga qualquer longa-metragem do cinema.

Um problema dessa estrutura é que, enquanto um game simplório de US$1 pode viciar você irremediavelmente, ele também pode ser uma decepção. Contudo, o risco é mínimo — se o jogo for ruim, você perde o equivalente a um cookie. Contudo, se um game de US$60 decepcionar você, sua melhor chance é conseguir passá-lo adiante e, assim, amenizar o prejuízo.

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O mercado como um todo está em um período de transição, e Mike Capps, da Epic Games, vê este momento de incerteza com temor, conforme conta a IndustryGamers:

Nunca estivemos tão incertos quanto ao que vem pela frente na indústria de games desde que a Epic surgiu, há 20 anos. Estamos num verdadeiro ponto de inflexão. […] Se existe algo que está matando [o negócio tradicional de jogos] são os apps de US$1”, Capps complementou. “Como vender a alguém um jogo de US$60 que realmente valha a pena… [Os consumidores] estão acostumados com 99 centavos. Como eu disse, é um tempo incerto na indústria. Mas é uma época animadora para quem quer que opte pelo caminho correto e vença.

Antigamente era mais fácil: o mercado estava dividido entre Nintendo e Sega, não havia internet. Contudo, a Sony entrou na briga, a Sega saiu, as velocidades de download aumentaram, a Microsoft resolveu mergulhar nessa onda, videogames se tornaram máquinas conectadas e de repente não bastou apenas ter os melhores gráficos. Daí a Apple surgiu na brincadeira justo quando ninguém esperava (nem ela mesma!) e colocou nas mãos dos desenvolvedores e dos consumidores o poder de decidir quais jogos são merecedores dos dólares.

Acabou a necessidade de financiar a produção de discos ópticos: até os videogames tradicionais se renderam ao charme dos downloads, de forma que desenvolvedores independentes começaram a brilhar por conta própria. Daí alguns perceberam que menos é mais: em vez de gastar anos produzindo um game, preferiram fazer algo pequeno e rápido que pudesse ser consumido num instante pelo maior número possível de pessoas.

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O que é melhor: vender 1 milhão de jogos de US$60, ou 60 milhões de jogos de US$1? A resposta para essa pergunta vai determinar o futuro da indústria, mas uma coisa é certa: se games do porte de Red Dead Redemption eram raros, agora eles vão ficar mais escassos ainda. Por outro lado, você não vai ter muito tempo para perceber isso, pois provavelmente estará frustrado, remoendo o placar de Tiny Wings no Game Center.

[via Cult of Mac]

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