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Mac Society: “Mas, afinal, o que é um Personal Computer?”

PC antigão

Há mais de três décadas o mundo se acostumou com o uso da expressão “Personal Computer”, vulgo PC.

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Tendo surgido com os primeiros brutamontes que podiam ser montados em casa, a expressão foi perpetuada por gente mundo afora preocupada em explicar a função das entranhas de CPUs, placas, memórias, HDs, inputs, outputs, protocolos, etc. — uma infinidade de termos inúteis para qualquer usuário minimamente preocupado com produtividade.

E isso sem falar dos softwares: sistemas operacionais, por exemplo, sempre foram sinônimo de complicadas configurações e principalmente, horas… dias… semanas… de dedicação para instalar cada componente, configurar, testar, estabilizar para então treinar o pobre usuário. Martírio! Redes, então, Deus do céu! Era a certeza de ter que chamar um técnico ou, na grande maioria dos casos, simplesmente deixar pra lá. Programas da suíte Microsoft Office (Word, Excel, PowerPoint…) detêm cerca de 2.500 recursos em média cada um, sendo que a imensa massa de usuários não saberia citar mais do que 250 — ou 10%.

Isso ocorreu pois não havia distinção entre um computador pessoal e um computador de uso industrial, qualquer que fosse sua função de processamento. Esta realidade ainda é atual na maioria das empresas, que ainda acreditam que, para funcionar, precisam manter departamentos de informática inchados e extremamente caros que chegam facilmente a um técnico para cada dez computadores. Coloque este custo em uma planilha anual e tente calcular quanto realmente custam seus computadores, depois largue o revólver e procure uma loja especializada em Macs.

PC antigão

Liga pra mim, por favor? O número é PR13v, Plug S à direita, RX44h à esquerda do vermelho, JF199d à…

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Mas afinal, o que podemos realmente chamar de “PC”, hoje em dia? Poderíamos dizer que esta renovação conceitual se iniciou através dos netbooks e smartphones. No segmento de software, temos o Google disparado em primeiro lugar — fornecedor de soluções e ferramentas de produtividade gratuitas que podem rodar a partir de qualquer navegador e cobrem com facilidade todas as funções de um computador de escritório (mas não se limitam a isso).

Trata-se de um processo de maturidade que tornou processadores menos potentes, suficientemente capazes de atender às necessidades do usuário comum. A mudança conceitual do que chamamos de um computador pessoal é clara. E, no capítulo mais recente, surgiram as tablets, que chegaram para atender a todas as necessidades de produtividade e de comunicação de uso pessoal. Tarefas como ajustar documentos de trabalho, ler e escrever emails, realizar leituras na internet, agendar compromissos ou conversar via chat podem ser perfeitamente realizadas a partir delas ou, com um pouco de esforço, de um smartphone.

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Quanto aos netbooks, especificamente, cabe comentar que, apesar de seu conceito inovador, eles acabaram virando “computadores meia-boca” com alguns recursos que beiram o ridículo. Ou seja, a ideia é boa, mas foram modelados por executivos que — garanto! — não usam seus próprios produtos.

A revolução e a grande genialidade de um produto como o iPad (tá bom, como as tablets) está exatamente em fornecer ao usuário comum somente o que ele precisa. Um dispositivo de 600 gramas, 8,8 milímetros de espessura, autonomia fantástica, que faz 99% (se não 100%) do que você precisa durante o seu dia, seja no trabalho, seja no seu tempo livre, rodando aplicativos simples, intuitivos, focados em tarefas essenciais com bom gosto e deixando para o computador da sua mesa de trabalho qualquer possível tarefa grosseira e pesada, é o que acredito definir corretamente a expressão “Computador Pessoal”.

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E foi exatamente isso o que Steve Jobs disse quando comparou carros de passeio a caminhões, em uma entrevista durante o D8: All Things Digital — frase esta que não pode ser menosprezada ao descrever a remodelagem que estamos presenciando no mercado de tecnologia. Apesar de não estarmos acostumados a chamar tais gadgets de PCs, acredito que esse conceito será revisto quando olharmos, num futuro próximo, a produtividade que teremos a partir de nossos dispositivos móveis. Assim, entenderemos as tarefas que um computador pessoal deve cumprir para trazer ao seu usuário tudo aquilo que ele necessita.

Afinal, quem realmente precisa carregar 3GHz de processamento debaixo do braço? 😉

· · ·

P.S.: Dê um iPad de presente para a sua mãe e veja como ela nunca mais vai pedir pra você configurar ou reinstalar alguma coisa. Ela vai se tornar a mãe mais descolada entre as amigas dela e, de quebra, terá um feliz Dia da Independência! Quer dizer, das Mães! 😀

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