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Philip Elmer-DeWitt, da Fortune, detecta padrão que indica possível manipulação do preço da AAPL

AAPL sofrendo sistematicamente de max pain - Fortune

Observar a flutuação das ações na Bolsa de Valores é quase como olhar uma platação crescer: há uma ordem no caos das variações diárias que permite aos iniciados saber quando é a hora certa de colher. Agora imagine que na plantação da NASDAQ:AAPL uma força misteriosa vem e sistematicamente corta os ramos faltando cinco minutos para a colheita, impedindo que haja um crescimento proveitoso.

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É essa a hipótese levantada por Philip Elmer-DeWitt, da Fortune. Aliás, “hipótese” é um eufemismo: na verdade, esse tipo de manipulação de preço é ilegal, o que eleva isto ao nível de “denúncia”. O que Elmer-DeWitt toma como base para dizer que as ações da Apple estariam sendo manipuladas consta no gráfico abaixo:

AAPL sofrendo sistematicamente de max pain - Fortune

O preço da AAPL no fechamento da sexta-feira (em vermelho) ficou, sistematicamente, ao longo de oito semanas (ou seja, recorrente demais para ser apenas o mercado), gravitando em torno do ponto em que certos investidores teriam o máximo de prejuízo com seus contratos de opções semanais. Não sou grande conhecedor dos mecanismos por trás disso, mas o que entendi foi o seguinte: alguém estaria movimentando quantidades imensas de ações em momentos críticos, a poucos minutos do fechamento das sextas-feiras, para fazer a AAPL cheirar mal e não crescer naturalmente no mercado.

O artigo, porém, deixa no ar mais perguntas que respostas: “Como está havendo essa manipulação? Quem a está operando? E por que não estão sendo punidos?”, escreveu Elmer-DeWitt. O caso parece ser de alta gravidade, até porque a Apple é a segunda maior empresa do mundo em market cap, então não seria de espantar caso alguma força oculta estivesse interessada em vê-la estagnando.

[via MacRumors]

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