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Mac Society: “Think Different”

Yoda ouvindo um iPod
Em meu iPod, música para meditação excelente é ouvir

É interessante pensar sobre como o memorável slogan Think Different, datado de 1997, se tornaria sempre tão fiel às estratégias criadas pela Apple nas últimas décadas, detendo uma importância raramente vista em campanhas que tentam representar o conceito de suas respectivas marcas.

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Enquanto empresas tradicionais de tecnologia centralizam seus esforços em espremer dentro de um programa tudo o que um processador seria capaz de aguentar (se aguentar), os engenheiros de Cupertino seguiram numa direção oposta. Veja o Windows ou a suíte Office: “Elefantes Brancos” caros, pesados e repletos de recursos que você nem mesmo saberá para que servem. A contrapartida da Apple se limita a entregar algo mais próximo ao cotidiano de seus usuários.

Quer o reflexo disso em números? Um histórico de preços de softwares para PC muito além do razoável para um assalariado, que dificilmente chegavam a menos de R$500 para um produto original, mais uma vez para poucos, pois a imensa maioria não pagaria mais do que R$10 por uma boa e confiável cópia pirata. Agora responda: você conhece todos os recursos do seu sistema operacional?

Pensar um produto a partir da experiência do usuário é dar valor ao que realmente importa para ele, o que Steve Jobs chamaria de “o jeito certo de fazer as coisas”. Enquanto isso, outras fabricantes se concentravam num dispendioso processo egocêntrico de desenvolvimento usando força bruta, como martelar uma bola de ferro até que ela se tornasse um processador.

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Em um aplicativo produzido pela Apple, as perguntas que prevalecem são:

  • Do que o usuário vai precisar?
  • Qual o primeiro lugar onde ele procurará este determinado recurso?
  • Qual a forma mais simples de entregar esta função?

E, somente depois de respondidas essas perguntas, viria outra:

  • De qual hardware precisamos para realizar estas tarefas?

Isso se reflete de forma bastante prática para quem migra do Windows para o Mac OS X ou iOS (que serão misturados no Lion). Para quem atravessou essa experiência, o sentido da pergunta acima sobre você conhecer todos os recursos do seu sistema operacional é muito mais próximo da realidade. Isso é um fato.

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Acho realmente divertido reparar na expressão das pessoas quando eu explico que, para instalar um novo programa no Mac, é só colocá-lo na pasta Aplicativos ou que — melhor ainda — para deletá-lo eu o arrasto para o Lixo. A reação é de uma espécie de congelamento facial, uma expressão serena de paisagem. Acredito que seja a mesma expressão de um usuário de Apple TV quando resolve mexer nos 17 controles remotos na casa de alguém para executar a tarefa (hipoteticamente) simples de escolher um canal de TV a cabo. Impagável.

Controles antigos de televisão
Quem nunca ficou perdido estudando-os para tentar simplesmente ligar a TV dê um passo à frente!

O resultado não poderia ser melhor. A Apple descobriu, por exemplo, que uma fração do código operacional de um sistema como o Windows ou de um processador de ponta seria capaz de entregar ao usuário todas as suas funções mais necessárias. E é aí, caro leitor, que a mágica da Apple se torna perceptível, refletindo-se em preços, produtos, simplicidade, experiência, fascínio.

Exemplo disso é o esforço monumental das concorrentes em tentar entregar dispositivos que se aproximem da experiência simples e genial de produtos como iPods, iPhones ou iPads, mesmo considerando suas gerações anteriores. Como meu exemplo pessoal, tenho ainda um iPhone de primeira geração que, apesar de sequer receber atualizações, ainda é melhor do que 90% dos celulares espalhados numa típica mesa de bar, o que já lhe rendeu o carinhoso apelido de Yoda — ou iOda, como preferir.

Yoda ouvindo um iPod
Em meu iPod, música para meditação excelente é ouvir

Essas experiências de uso intuitivo ficam divertidamente interessantes ao ver uma criança de três anos, acostumada com seu iPad, tentando desesperadamente passar para a próxima foto com o dedo na tela do notebook do avô — aliás, nada feliz com as marcas de dedo, devo acrescentar.

Para qualquer um hoje é absurdo perguntar qual processador um iPod usa (sim eles têm processador, já tinha parado pra pensar?), e com isso se ele serve ou não para ouvir determinada música. Acredite: em poucos anos, iPhones, iPads e iMacs alcançarão este mesmo nível. Perguntas sobre configurações vêm certamente do legado que recebemos dos PCs e suas infinidades de configurações. Tais perguntas fazem cada vez menos sentido.

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Seus netos certamente acharão graça em suas histórias de infância, de quando enfrentava filas numa loja para comprar um novo sistema operacional ou se preocupava com upgrades de processador. A informática estará cada vez mais invisível à nossa percepção, colocada no seu devido lugar, com sua devida importância.

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P.S.: Atendendo a pedidos, a partir desta semana publicaremos na seção Wallpapers do MacMagazine as melhores imagens desta coluna em versões para Macs, iPad e iPhone (Retina). Fiquem ligados! 😉 A todos, o meu muito obrigado!

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