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Mac Society: “Sexo aqui!”

Mac Society - Sexo e Shakespeare

Não.

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Na popularização da rede global, quando a internet era uma grande novidade, um computador, um modem e uma assinatura de provedor possibilitaram o sonho de visitar qualquer lugar no mundo. Me lembro da sensação de poder quando me dei conta de que, ao digitar um endereço, a página se abria sem barreiras, sem perguntas. Imediatamente, um mundo novo de possibilidades se abriu, e em cada cérebro os pensamentos e curiosidades repetiram o que ocorreria se isso fosse possível na vida real.

A possibilidade de explorar o mundo sem pudores e as curiosidades da sexualidade — através de imagens, vídeos, sons, etc. — devem ser talvez o primeiro e maior mercado da internet até hoje, atrás somente do potencial dos mecanismos de busca, que mostravam a trilha de migalhas de pão até a casa de doces. A liberdade anônima acendeu desejos e fez desaparecer os limites da cultura, do conteúdo, das permissões, das tendências, dos armários. Só a própria curiosidade impunha fronteiras.

Essa é uma antiga história, ocorrida em todo computador, em todo lar, em toda família conectada, e ainda permanece atual apesar da evolução das ferramentas de bloqueio. A Apple é uma das marcas que sempre se negou a pactuar com o submundo da pornografia, igualando-a ao terrorismo, ao ativismo nazista, ao antissemitismo ou a instruções de como construir uma bomba. Na abertura do ecossistema iniciado pelo iPhone e pelo iPod touch, a Apple estreou também um controverso (e às vezes atrapalhado) programa de aprovação para qualquer aplicativo que se candidatasse a compor sua loja virtual. Independentemente de críticas ao processo de aprovação, uma premissa se manteve: pornografia NÃO — sem distinção entre pornô “leve” ou “hardcore”. Um conceito, uma regra e somente uma resposta sobre o tema: não.

É uma postura rígida, inflexível, indiscutível. Inegavelmente, três palavras que são exatamente o que se espera de valores como moral e ética: são inegociáveis, ou perdem completamente o sentido. Valores, infelizmente, cada vez mais raros no mundo.

Mac Society - Sexo e Shakespeare

[Versão em inglês aqui]

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Tenho grande dificuldade de me relacionar com pessoas que flexibilizam sua “moral”, sua “ética” e até a sua “visão” da verdade diante de interesses e oportunidades. Quantos males, quantas guerras a humanidade teria evitado se expressões como “não é bem assim” ou “mas quem sabe” ditos de forma escusa fossem banidas do vocabulário humano.

Sem dúvida, a utopia dos justos.

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Aprendi com um grande professor que, toda vez que colocamos diminutivo (tipicamente brasileiro) na sentença, já estamos errados: “Foi só uma cervejinha”, “Só dei uma olhadinha na resposta” ou “Foi só um trocadinho”. Frases assim deveriam ser entendidas com a mesma gravidade de “Vamos decolar, foi só um probleminha no painel” ou “A cirurgia está ótima, só esquecemos uma tesourinha”, ou então “Relaxe, isso é só uma hemorragiazinha”.

Pois é, não rola.

Se você conhece e concorda com a importância desses valores, imagine quando temos a divina missão de educar filhos. Passamos a ver o mundo como um lugar cheio de perigos e a proporção que estes valores tomam é exponencial — diferenças tão fundamentais quanto entre amor e depravação. Sem dúvida, essa postura da Apple em relação a pornografia é um ponto muito, muito positivo da marca e motivo de confiança para pais e educadores.

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