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Mac Society: “A comunicação ativista”

Há poucos dias assisti a um programa que levantava um debate com filósofos e sociólogos de primeira linha sobre a queda de barreiras na comunicação e o papel desse novo espaço na liberdade de expressão e nas profundas mudanças que isso trazia à comunicação global. Apesar do assunto bastante profundo para compor uma coluna dominical, peço licença para tratar e traçar uma visão sobre talvez um dos mais importantes temas da nossa era.

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Não saberia prever se para nós, brasileiros, haveria forma possível de transmitir a real importância de um canal de comunicação. Os eventos recentes que presenciamos à distância, como Irã, Síria, Arábia Saudita e China, tiveram uma participação de massa sem precedentes na história. Para nós, felizardos, Twitters, Facebooks, Flickrs, blogs são canais de compartilhamento de momentos de finais de semana, de exibirmos os sorrisos de nossos pais, mães, nossos filhos, nossas famílias inteiras — nossa felicidade e nossa paz cotidiana.

Não podemos deixar de agradecer a enorme distância de nossa realidade, pois os mesmos recursos em suas mãos foram os responsáveis por levar ao mundo a realidade de povos, de etnias que convivem com massacres, genocídios, regimes autocráticos de décadas, guerras cruéis, que ceifam todos os dias a vida de pais, mães, filhos e famílias inteiras que nunca tiveram a chance de viver um dia de paz verdadeira. Milhões de celulares e suas câmeras nas mãos de populares são armas comparáveis a balas. Dizemos (da boca pra fora) que temos o poder de construir e destruir em nossas mãos, mas somos realmente conscientes da força construtiva que essas tecnologias desempenham, do poder que temos nesse exato momento nas mãos?

A maioria de nós passa a vida inteira dando as costas a realidades tristes. Somos brasileiros, num país abençoado por Deus e bonito por natureza.

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Procure se lembrar disso a próxima vez que twittar seus pensamentos ou postar algo cotidiano no seu perfil; lembre-se da importância que esses mesmos instrumentos detêm para nossa humanidade. Nunca tivemos tanto poder nas mãos — poder para transformar a vida de uma criança, para impedir um crime, para levar a palavra amiga a quem perdeu esperanças, para realizarmos ações em nossa comunidade, nossas favelas, nossa pobreza, poder de educar, comunicar, protestar, realizar. Estamos assistindo ao advento da Era da Comunicação e nunca fomos tão fortes como agentes de transformação social, de compartilhar boas ideias, inspirar, mobilizar… unir nossos ideais.

Deixo aqui um exemplo inspirador: Sir Nicholas Winton que, como mostra a matéria do Fantástico (da Rede Globo), tinha apenas papel e uma máquina de escrever e realizou o impossível, o impensável para todos da época.

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Nossa geração detém forças sem precedentes. Cada um de nós neste momento as temos nas mãos. Resta saber se teremos a sabedoria e a motivação necessária para realizar nossa parte.

Quem salva uma vida, salva a humanidade inteira.

Talmud (Mishnah Sanhedrin).

Tenham todos uma semana cheia de luz, inspiração e humanidade.

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