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Mac Society: “Fator Brasil”

Terra e bala de canhão

Tenho convicção de que compartilhamos a frustração de tentar explicar por que temos todos os produtos com uma maçã estampada. Aos olhos de quem critica, são perfeitamente idênticos a qualquer outra marca — como aquele celulares cúbicos da Nokia projetados para mostrar, já na carcaça, sua quantidade de recursos.

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Para a maioria são equipamentos inviáveis, com custo desnecessariamente alto para entregar algo que “todo computador faz”, o pré-conceito que ali está um exemplo de desperdício de dinheiro que impõe barreira até mesmo na oportunidade de experimentação de um novo produto, uma nova opção.

O Fator Brasil atinge até as raízes do marketing: a experimentação. Talvez a arma mais fundamental do Universo Apple.

Já outros (cada vez mais numerosos), temos o prazer de vê-los se tornando fãs, Applemaníacos como já estamos acostumados. Não sei vocês, mas vejo com uma satisfação vampiresca esse poder se alastrando pelos vasos linfáticos, pela rede neural de alguém! Tipo aquele marido da sua prima, que te encontra de seis em seis meses e te chama para contar que descobriu um maravilhoso mundo novo: resolveu comprar um iPad. Passei a entender aqueles senhores que sorriem e dizem: “Há muito ainda para conhecer, Anakin.”

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Frustração mesmo é conversar com qualquer morador norte-americano, europeu, asiático, árabe, australiano… somando, quem sabe, mais de 70% das nações, e perceber que o iPhone comprado por um preço exorbitante, que você trata (com razão) como preciosidade, nada mais é que um aparelho de preço razoável, comum até. Nessa parte do mundo Apple é, sim, uma marca de preços acessíveis, muitos considerados até baratos. Trazer para o poder aquisitivo da nossa realidade seria equivalente a comprar um Apple TV por R$160, um iPad por R$800, um iMac de última geração por menos de R$2 mil. Quem poderia tirar a razão de Steve Jobs por falar sobre nossos impostos malucos?

A Apple detém uma politica de preços — de “acessibilidade” — nesses países compatível com o que se espera gastar com algo que se troque todos os anos. Simples, assim. Já no Brasil, não: aqui usuários Apple são rotulados de elite, de riquinhos, de metidos.

O governo fala aos ventos em incentivar o desenvolvimento social, a educação, a inclusão digital, mas aplica cargas descomunais que fazem o país arrastar correntes atrás do mercado internacional de tecnologia.

Terra e bala de canhão

Os governantes por aqui tratam esses assuntos como fossem figura passiva! “Temos que investir!”, “temos que desonerar!”, “temos que tomar providências!” — bravatas. Não falam como terceira pessoa do plural, mas como sujeito indeterminado. Agem como se políticas públicas, responsabilidades sobre decisões nacionais simplesmente não lhes coubessem, ou não lhes conviessem.

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Brasileiros leem, entendem, enxergam o mundo. Somos um país que assiste ao desenvolvimento mundial por uma visão lamentada, cabisbaixa, de lá do final da fila. E isso não se limita a tecnologia.

Uma nação deveria realmente se preocupar quando não participa mais dos sonhos e esperanças do seu próprio povo.

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