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Dica de leitura: para Bret Victor, o futuro das interfaces está nas nossas mãos — em todos os sentidos

Pelo visto não fui só eu que tive uma má impressão da visão de futuro da Microsoft… Bret Victor, ex-designer de interfaces na Apple, escreveu uma boa discussão sobre um problema desse tipo de imagem que as pessoas fazem do amanhã, só que, enquanto eu me apeguei ao fato de a Microsoft não ter capacidade de fazer as próprias visões virarem realidade, Victor se preocupou com o problema de as interfaces apresentadas no vídeo serem uma mera extrapolação do que temos hoje e desprezarem uma das coisas mais preciosas nos seres humanos: as mãos.

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Não entenda mal! No vídeo, mãos são usadas o tempo todo, o problema é que elas são mal usadas. Uma mão é capaz de sentir, de se movimentar em uma infinidade de posições, de realizar um balé complexo de gestos mecânicos que faz o Multi-Touch parecer um bebê engatinhando. Daí o nosso futuro vai ser uma série infinita de toques em uma superfície fisicamente monótona, sem nenhuma sensação tátil (algo que Victor chama de “imagens sob o vidro”), e fazendo sempre os mesmos gestos de deslizar pra lá e pra cá? Por quanto tempo o paradigma que a Apple criou para esta década vai ser a norma? E o que virá depois?

É, realmente há algo de problemático nisso, e Victor vai na jugular: “Esta é minha súplica — se inspire pelo potencial não explorado das capacidades humanas. Não extrapole simplesmente a tecnologia de ontem e enfie pessoas nela.” Ou seja, faça um futuro diferente, e não mais do mesmo — basicamente a diferença entre o que o Android seria e o que o iPhone foi, entre um controle sensível a movimento e usar seu corpo inteiro como controle (ou seja, a Microsoft ainda tem jeito). Stay hungry, stay foolish, bro!

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Fica a dica de leitura, mas também uma recomendação: leve um bom zoom para esse texto do Victor, pois aparentemente o tanto que ele se preocupa com as mãos é inversamente proporcional ao tanto que ele se preocupa com os olhos — vou morrer sem entender qualé a de usar fonte 8 num texto longo (e complementar com uma coda menor ainda)… é quase como colocar um espeto num assento. Pelo menos ele se redime com um site/portfólio que, *expletivo*, é fenomenal.

[via Daring Fireball]

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