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O novo ciclo “Apple Matrix” — a nova era da simplicidade

Apple Matrix - Steve Jobs em 1999

por Graziela Dreilich Rodrigues, diretora da TWKR

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Você sabe que algo está errado quando precisa de um pôster para escolher o seu Mac.

A cabeça de Steve Jobs, Leander Kahney (pág. 27)

Lembram quando, anos atrás, Steve Jobs assumiu as rédeas da Apple em meio à pior fase dela? Pois é, para contornar a situação, ele criou a “Apple Matrix”, ou seja, uma matriz 2×2 de produtos que atendessem a profissionais e consumidores de desktops e portáteis, focando-se assim no que realmente valeria a pena ser produzido.

Apple Matrix - Steve Jobs em 1999

Infelizmente, devido ao grande número de produtos criados até então, naquela época, tornou-se difícil para um usuário escolher um deles, pois não se conseguia estabelecer um paralelo capaz de fazê-lo optar por um produto que melhor atendesse às suas necessidades.

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Não diria que hoje estejamos passando por uma situação idêntica, mas, à semelhança dos velhos tempos, estamos vivendo sim um novo ciclo de cortes nos produtos.

Aí, vocês me perguntam “Como assim?”

Em uma loja Apple — A dúvida

Ao entrar em uma loja da Apple, admirando os produtos (pelo menos como eu sempre faço, parecendo mosca de padaria :-P), observando, a título de exemplo, os notebooks, você uma hora tende a se perguntar: “Qual MacBook eu pegaria? Um Air ou um Pro?”

Novos MacBooks Air de lado

Analisando superficialmente parece uma pergunta simples que nada tem a ver com o assunto que comecei mais acima. Mas, analisando com calma, a coisa se encaixa perfeitamente!

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Apesar das diferenças Air vs. Pro, como espessura, HD/SSD, ausência de drive óptico e algumas outras particularidades como a tela antirreflexo, esbarramos num ponto crucial: finalidade!!

Ambos possuem como finalidade primordial a mobilidade, portanto não haveria necessidade de um usuário ter “dificuldade” em escolher entre um Air e um Pro, visto que eles atendem ao princípio fundamental que é a portabilidade, além do que, possuem praticamente as mesmas configurações de hardware.

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Há algum tempo, fomos testemunhas oculares da descontinuação do MacBook branquinho, já apontando a diretriz de redução do número de produtos.

Agora, algumas fontes já apostam na fusão de MacBook Air e Pro, justamente por não haver distinção na finalidade entre ambos, o que não justificaria mais a existência dos dois modelos, restando apenas a tarefa de refinar ainda mais o que se tem e oferecer ao cliente uma solução única de portabilidade.

Mac Pro — O “patinho feio”

Há fontes que também estão prevendo a queda do Mac Pro, o qual para muitos é indispensável, mas que, com o tempo — e com base em relatórios anuais de vendas —, vem se mostrando cada vez mais um “patinho feio” da cadeia de produtos Apple. Vamos falar um pouquinho mais da realidade dele!

Novo Mac Pro

É uma máquina indiscutivelmente poderosa, com enorme capacidade de expansão, mas que infelizmente sofre atualizações apenas quando há uma nova geração de processadores Intel Xeon, o que na prática se traduz em um período de 18 meses de espera entre uma atualização e outra. Uma das provas dessa desatualização é os Mac Pro ainda não possuírem portas Thunderbolt! Ora, vejam só, nesse meio tempo, MacBooks, iMacs e Macs mini já foram atualizados de forma a se tornarem mais atraentes ao público consumidor… do que um Mac Pro!

Tudo bem, sei que muitos dirão “Mas peraí, como você pode comparar, mesmo que a título de exemplo, um Mac Pro com um iMac?” Bom, ambos são desktops, além do que, alguém já ouviu falar em “finalidade” neste artigo? 😛 Então! Muitas empresas ou mesmo usuários finais têm optado mil vezes mais em comprar um iMac do que um Mac Pro, mesmo aqueles que veem nele a solução perfeita para suas necessidades profissionais.

Mas e o porquê dessa escolha?… Porque quem fala mais alto é o que mais dói — o bolso!! Pensando racionalmente, entre um Mac Pro, que varia de R$6.000 a R$10.000, e um iMac, que vai de R$3.500 a R$6.000, qual máquina o usuário ou empresa instintivamente vai comprar? Não é difícil prever que a compra será o iMac e que as vendas dele tendem a subir cada vez mais, porque infelizmente o que manda é o bolso, somado-se o fato de que, no final das contas, o iMac servirá às necessidades imediatas do cliente.

Hoje, 26% das vendas da Apple são de desktops, entre eles iMacs, Macs mini e Macs Pro. Sendo que, ao quebrar essa porcentagem por tipo de desktop, a avaliação é de que apenas 5% destas vendas seriam de Macs Pro.

Há também esperanças de que o Mac Pro, a fim de correr atrás do prejuízo, possa sofrer uma reformulação, trazendo a diminuição de expansões e consequentemente o tamanho do desktop em si, mas efetivamente isso iria contra sua essência, que é ter sido criado para dar liberdade ao usuário de melhoria da configuração de acordo com o seu uso.

Fica claro então que, sob uma óptica gerencial, não faria o menor sentido continuar investindo na atualização do Mac Pro, visto que as vendas seguem em queda livre e não são expressivas o suficiente para que ele seja mantido em produção.

iMac e Mac mini acabaram direcionando por si mesmos o destino do Mac Pro, reforçando a importância do quesito finalidade vs. custo/benefício.

O estilo sob medida

Outros produtos que merecem destaque neste artigo são, é claro, os iPods!

Atual família de iPods

Vamos lá: hoje temos o shuffle, o nano, o touch e o classic [nem mostrado na imagem acima].

Igualmente ao caso do MacBook Pro vs. Air e do Mac Pro, há rumores de que alguns iPods serão cortados da lista — mais especificamente, o shuffle e o classic.

O iPod shuffle foi feito para ser o tocador MP3 da Apple de baixo custo. Mas hoje o nano, grosseiramente falando, nada mais é do que o shuffle com tela sensível ao toque e maior capacidade de armazenamento, bem como mais alguns recursos — fatores que o tornam muito mais atraente, ainda que mais caro. Sendo assim, certamente por força das vendas, o shuffle fatalmente será excluído.

Já o iPod classic é um caso à parte, visto que ele foi a marca da explosão da Apple no mercado de tocadores MP3, mas hoje, contra os demais iPods, somado às suas funcionalidades já defasadas, infelizmente também deverá ser descontinuado.

Desta forma, tudo leva a crer que os iPods “sobreviventes” serão o nano e o touch, pelas suas características e funcionalidades, e por sua força no mercado!

O novo ciclo

Finalizando, acredito que, após todas essas projeções, podemos concluir que um novo ciclo “Apple Matrix” se aproxima, reforçando ainda mais o DNA Apple — a simplicidade. 🙂

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