Conjecturando: como poderia ser um “iPhone Cloud”?

Ícone do iCloud

Ícone do iCloudSarah Perez, do TechCrunch, se apegou a função de busca do iCloud — que permite achar os apps comprados na iTunes Store (basta rolar a página para baixo e o campo de busca aparece) — para “viajar” em cima do que poderia ser um iPhone baseado no serviço de computação na nuvem da Apple. Não sei dizer se essa função do iCloud seria mesmo um bom indício/ponto de partida para pensarmos como seria um “iPhone Cloud”, mas a discussão é boa e achamos que vale a pena conjecturarmos sobre isso.

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Vale notar que esta não é a primeira vez que um “iPhone Cloud” é mencionado como um possível futuro lançamento da Apple. Na teoria, ele viria com pouca memória flash e um “hardware limitado”, o que permitira uma grande redução de seu preço — facilitando as coisas: imagine um iPod touch de 8GB com um capacidade de telefone; ele custaria pouco, sem contrato, aumentando bastante o market share da empresa.

Mas o que mais podemos imaginar para ele? Bem, a nuvem e os apps estão aí e vieram para ficar. É cada vez mais comum vermos iPhones com 40, 80, 100 (ou mais, muito mais) aplicativos instalados. A pessoa baixa, brinca com o joguinho ou usa aquele função uma vez e pronto, esquece que aquele app existe. Mas é incapaz de removê-lo do iGadget, afinal, temos mais o que fazer do que ficar “limpando” os apps que temos instalados. 😛

Na minha opinião, tudo (ou a grande parte) do conteúdo do “iPhone Cloud” poderia ser processado/armazenado na nuvem — algo similar ao que o Kindle Fire supostamente deveria oferecer com seu navegador, o Silk. Ou seja, você não vai precisar baixar um app. Ao comprá-lo, ele automaticamente estará disponível para o uso, sendo processado diretamente na nuvem. Se você gostou e usa o aplicativo frequentemente, ótimo, ele permanecerá na sua Home Screen. Agora, se você comprou e esqueceu de lado, depois de um período de, digamos, 45(?) dias, ele seria automaticamente “apagado”. Quer usar novamente? Basta “chamá-lo” via Spotlight ou “pedir” para a Siri que em questão de segundos ele aparece novamente na tela inicial.

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A base do sistema seria a trinca Spotlight, Siri e iCloud. Tudo, praticamente tudo passaria por esses recursos, sendo armazenado/processado nos servidores da Apple — desde coisas simples como agenda, calendário, bookmarks, até mesmo jogos mais “pesados” ou aplicativos com recursos mais robustos. Se for necessário uma ajuda extra, um chip A4 ou A5 local pode compartilhar o processamento com o servidor (que terá chips A378! :-P). Nada muito do que acontece, hoje, com a Siri. Mas em vez de apenas uma função, os servidores seriam responsáveis por quase tudo.

O bom disso é que o hardware do “iPhone Cloud” precisa de bem pouco para ser satisfatório. O mau é que todo o conteúdo dele (incluindo dados pessoais, como agenda) estariam armazenados na web. Está sem conexão? Quase tudo fica inacessível. Além disso, um bom plano de dados será necessário para manter isso tudo rodando — em alguns países isso é mole e custa pouco, já no Brasil…

O você acha: discorda totalmente, muito, mais ou menos, só um pouco, ou acha que um iPhone Cloud é de fato viável? Deixe o seu comentário! 😉

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