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Dica de leitura: Apple está tão enorme que já desafia a Lei dos Grandes Números

Tim Cook e Apple como #1

Conforme noticiamos ontem, a Apple está agora a US$12,92 bilhões de chegar a uma avaliação de mercado de meio trilhão de dólares. Depois que ultrapassou a Exxon Mobil de vez, há um mês exato, ela se tornou apenas a 11ª companhia da história a chegar a esse posto — confira este infográfico do NYTimes.com.

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Tim Cook e Apple como #1

Apesar de as suas ações estarem subindo — e, com isso, o seu market cap —, o quesito que ninguém segura a Apple mesmo é em suas receitas. Mesmo valendo hoje US$522,41, a NASDAQ:AAPL possui um índice preço/lucro (P/L) baixo com relação à média do mercado — não é à toa que a grande maioria dos analistas aponta preços-alvo bastante superiores para os papéis da companhia, e quase todos os mantêm classificados como “Compra”. Ela ainda tem muito espaço para crescer.

O que o New York Times aponta num artigo muito interessante, publicado ontem, é que a Apple está tão enorme que já ameaça desafiar a Lei dos Grandes Números, criada pelo matemático suíço Jakob Bernoulli.

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Se um evento de probabilidade p é observado repetidamente em ocasiões independentes, a proporção da frequência observada deste evento em relação ao total número de repetições converge em direção a p à medida que o número de repetições se torna arbitrariamente grande.

Falando de empresas como a Apple, isso significa que, quanto maior ela se torna, mais difícil é manter o mesmo ritmo de crescimento. Por exemplo: para ela aumentar seu faturamento em 20% até o próximo Q4, ela precisa gerar mais US$9 bilhões em vendas. Já uma companhia com uma receita de US$1 bilhão só precisaria aumentar suas vendas em US$200 milhões.

Imaginando hipoteticamente que o preço dos papéis da Apple crescesse 20% ao ano durante a próxima década (um ritmo bem menor que o atual, diga-se), seu market cap chegaria a absurdos US$3 trilhões em 2022 — um valor superior ao PIB da França ou do Brasil.

O curioso é que, mesmo gigante como já está hoje, a Apple ainda tem à sua frente um mercado potencial enorme — principalmente nos segmentos de computadores e telefones celulares, nos quais sua fatia global ainda é muito pequena. Ela está vendendo muito — e lucrando mais ainda —, porém de fato tem um longo caminho para crescer, pela frente. O limite, obviamente, é o número de pessoas que pode continuar comprando seus produtos.

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Concluindo, a menos a curto-médio prazo, não há motivos para acreditar que a Apple irá desacelerar o seu crescimento tão cedo.

[via Daring Fireball]

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