Apple vs. Samsung: nada de acordo entre CEOs, considerações finais, deliberação e… seja o que Deus quiser!

Julgamento Apple vs. Samsung

O julgamento entre Apple e Samsung está (graças a Deus!) chegando ao fim, e hoje foi o dia em que as empresas apresentaram suas considerações finais.

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Julgamento Apple vs. Samsung

Abaixo, as últimas notícias da disputa que merecem destaque:

Parece, mas não é

Vinte páginas e 33 questões. Esse é o formulário que o júri terá que responder para chegar ao veredito, segundo o AppleInsider. Parece até fácil, levando em conta o tamanho da briga, certo?

Errado! São tantas patentes, produtos e subsidiárias de empresas envolvidas que, no fim, mais de 700 questões deverão ser consideradas. O júri terá que decidir não somente se a Samsung Electronics infringiu patentes da Apple, mas se a Samsung Electronics America e a Samsung Telecommunications também. Levando em conta que 24 aparelhos fazem parte da disputa… é, fiquei com pena deles.

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Assunto pra lá de complicado

A CNET News informou que a juíza Lucy Koh está bastante preocupada com o júri. Koh disse que o assunto é pra lá de complicado — ela mesma gastou bastante tempo imersa nesse mundo de patentes e tem dificuldades em compreender tudo, imagine o júri!

“É tão complexo, e existem tantas peças aqui”, disse a juíza.

Aviso sobre destruição de evidências

Ainda ontem falamos que Koh avisaria ao júri que, assim como a Samsung, a Apple também destruiu evidências importantes para a disputa. Contudo, segundo a CNET News, como as duas empresas estavam na pior (nesse quesito), costuraram um acordo e esta informação não será divulgada ao júri pela magistrada.

Nada de acordos entre CEOs

De acordo com o The Verge, Kevin Johnson, advogado da Samsung, disse à juíza que os CEOs conversaram, mas que nenhuma resolução pacífica para o caso foi encontrada.

O júri

Segundo o TechCrunch, são essas, as pessoas que decidirão o futuro da disputa e, consequentemente, do design industrial do mercado de smartphones:

  1. Um engenheiro elétrico.
  2. Uma dona de casa.
  3. Um trabalhador de construção.
  4. Um jovem desempregado que gosta de videogames.
  5. Um agente de seguros.
  6. Um ex-militar (marinha dos Estados Unidos).
  7. Uma gerente de operações de uma loja de ciclismo.
  8. Um gerente de projeto da AT&T.
  9. Um beneficiário e gerente de pagamentos que trabalha com startups.

Eu é que não queria estar na pele de um desses…

Instruções para o júri

Antes das considerações, a juíza leu para o júri as instruções finais — um calhamaço de 109 páginas, conforme podemos ver abaixo:

O documento nada mais é do que um apanhado de tudo que rolou, esclarecendo quem está acusando quem, com que armas (patentes), o que busca como compensação, etc. A coisa deve ter sido tão cansativa que, antes mesmo de começar, Koh disse:

Eu preciso que todos fiquem conscientes durante a leitura de instruções, incluindo eu mesma, então vamos levantar de vez em quando para garantir que o sangue ainda está fluindo.

Considerações finais

Segundo a Reuters, os advogados da Apple pediram ao júri que considerem o testemunho de uma designer sul-coreana, que disse ter trabalhado dia e noite em aparelhos da Samsung, por três meses. “Naqueles críticos três meses, a Samsung foi capaz de copiar e incorporar o resultado do investimento de quatro anos da Apple em trabalho duro e engenhoso — sem tomar qualquer um dos riscos.”

Eles também pediram para o júri levar em consideração a cronologia dos fatos e os documentos internos da Samsung apresentados, os quais revelam, entre outras coisas, que a empresa passou por uma crise de design e o alerta do Google de que o design dos aparelhos da empresa estavam muito similares aos de iGadgets.

Nós temos que proteger o nosso investimento nestas inovações. Porque se não o fizermos, não teremos pessoas como [as que trabalham na] Apple, passando cinco anos num quarto e aparecer com um dispositivo que revoluciona o celular.

Já o AppleInsider disse que os advogados da Samsung afirmaram que consumidores não confundem os aparelhos das empresas, e que um veredito a favor da Apple acabaria com a competição/prejudicaria consumidores. “Em vez de competir no mercado, a Apple está buscando uma vantagem competitiva no tribunal. A Apple pensa que tem o direito de ter um monopólio sobre um retângulo arredondado com uma tela grande. É realmente incrível”, disse um deles.

Basicamente, a Samsung bateu bastante na tecla de o formato dos aparelhos da Maçã (e até mesmo dos ícones utilizados neles) ser bastante genérico, e que a Apple não pode ser dona de uma forma ou de uma matriz de cores. Além disso, os advogados da sul-coreana reforçaram que as contas (prejuízos, danos materiais, etc.) realizadas pela Apple são completamente descabíeis.

Pode brincar, mas não pode atualizar

A PCWorld afirmou que, com o intuito de manter tudo do jeito que está, o júri foi alertado para não atualizar ou inserir cartões SIM nos aparelhos utilizados como evidências, os quais eles terão acesso — vai que um deles atualiza o Android para o “Jelly Bean” (4.1) e acaba complicando o caso…

Veredito

A partir de agora, o júri deliberará o caso. Não vai ser fácil, então não devemos esperar uma decisão amanhã, já que a coisa vai ser muito discutida. Obviamente nós ficaremos atentos e, assim que alguma notícia importante sobre o caso sair, avisaremos. 😉

·   ·   ·

Numa nota relacionada, corre paralelamente a este caso outra disputa envolvendo o Galaxy Nexus, o qual foi banido dos Estados Unidos. A Samsung apelou da decisão, e a essa audiência rolou justamente por isso. A Apple continua afirmando que o produto da Samsung copia recursos-chave do iPhone, como a Siri (assistente virtual presente no iPhone 4S), dizendo ainda que ele foi uma tentativa da sul-coreana de roubar seu mercado, se utilizando de um aparelho similar.

O advogado da Samsung rebateu, dizendo que as vendas do Galaxy Nexus foram pequenas demais a ponto de incomodar a Apple. Segundo a Bloomberg, apesar de as considerações terem sido feitas, o caso só será julgado em março de 2014 — até lá estaremos no “Galaxy Nexus Pegasus 2.8” e no iPhone de sétima geração.

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