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A vida através de um iPhone

A vida através de um iPhone

Neste post que trago para o MacMagazine, pretendo me focar em fotografia e edição de imagens feitas pelo iPhone. Steve Jobs gostava de colocar sua empresa na interseção de tecnologia com artes liberais, e dizia que a Apple fazia (e sabemos que ainda faz) a tecnologia encontrar a diversão e o design.

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Este post é justamente sobre isso. Gosto de levar a fotografia com o iPhone até seu limite. Através da minha experiência fotográfica com o smartphone, trago dicas e pequenos conselhos.

One person can make a difference, and everyone should try.

Steve Jobs.

Para começar com o pé direito, aí vão algumas dicas e pensamentos.

A vida através de um iPhoneA vida através de um iPhoneA vida através de um iPhone

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Estas seis primeiras foram tiradas com a lente fisheye da Photojojo. É uma boa aquisição para quem quer dar clima diferente em suas fotos, e sai por apenas US$25. A empresa americana entrega no Brasil e o frete é super-razoável, assim como sua entrega. A minha chegou antes de um mês, mesmo eles avisando que demoraria quase dois.

A lente olho-de-peixe dá um efeito super-arredondado nas bordas, uma baita distorção de lente — mas fica legal. Porém, esta técnica tem que ser usada com parcimônia, pois todas ficam com esse tom marcante. Quanto à distorção da lente, um truque que comecei a usar é postar elas no Instagram, pois como a foto lá fica quadrada, o efeito fica reduzido.

Vejam as imagens, agora, antes de serem passadas pelo Insta:

A vida através de um iPhone

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Veem o efeito de distorção? Com o corte quadrado, ela quase some. E aproveito para usar um filtro legal e dar uma clima diferente para a foto. Segundo meu Statigram, site que faz diversas estatísticas sobre seu Instagram [fica a dica!], o filtro que mais uso é o Amaro. Acho que ele dá um tom azulado para a foto, mas sem perder os detalhes e as cores. Alguns outros filtros saturam e escurecem demais a foto, deixando ela sem definição. Outros filtros que gosto também são o Rise, o Brannan e o Valencia. Mas aí vale a tentativa e erro em cada foto. Não existe uma ciência exata de escolha de filtros do Instagram; cada caso é um caso.

Gosto de postar sempre as fotos sem borda, acho que ficam mais clean e você presta atenção no que realmente vale: a foto. Uma boa foto não precisa de muita edição. Uma boa ideia e um bom enquadramento valem mil vezes mais do que um efeito colorido e uma borda sofisticada. Por curiosidade, onde as fotos foram tiradas, na ordem de aparição: 1) Na minha casa, 2 e 3) Praia da Baleia, litoral Norte de São Paulo, 4) Bar da Dona Onça, centro de São Paulo, 5) Vista do Bar da Dona Onça e do Copan, no centro de São Paulo, 6) Shopping Cidade Jardim, São Paulo.

Outra dica legal é não sair postando a foto logo que você a tira. Reflita um pouco sobre ela. Será que dá pra melhorar? O que eu poderia fazer além disso? Como levar isso mais adiante? Um exemplo disto é uma foto que resolvi fazer de um peão. Estava relembrando a infância rodando ele pra lá e pra cá, até que achei que uma vista de cima daria uma boa foto. Fui lá e tirei. Gostei do resultado, mas achei que alguma coisa ainda faltava.

A vida através de um iPhone

Voltei a rodar o peão. Até que tive a ideia de pegar a sombra do peão junto — e voilà! É uma foto completamente nova, tem muito mais a dizer do que somente o peão. Então no final só acabei postando a segunda foto, pois não adianta ficar inundando seu seguidores de imagens. Poste apenas as que você acha que valem realmente a pena, se não, podem cansar de você e pararem de lhe seguir.

A vida através de um iPhone

Há diversos aplicativos de panorâmicas, mas um que me dei bem foi o 360 Panorama [US$1; 4MB; requer o iOS 4.0 ou superior de iPads e iPhones/iPods touch], da Occipital. Ele é simples e fácil de se usar, basta passar o iGadget pela cena como se estivesse filmando que ele faz o resto. Se a cena estiver em condições ruins de luz, é recomendado que você vá bem devagar. Feito direitinho, a foto sai bem legal. Em alguns casos você não consegue captar o que quer com apenas um clique. Vejam este exemplo da Praça do Por do Sol, em São Paulo.

Primeiro, fiz um clique simples:

A vida através de um iPhone

Ficou bacana, mas ainda assim achei que seria legal captar a vista toda:

A vida através de um iPhone

Vêem a diferença? Em alguns casos a panorâmica não é necessária, mas neste caso realmente valeu a pena. O aplicativo lhe entrega a foto com alguns espaços em branco que não foram completados pela captura, mas aí é só utilizar algum aplicativo de corte (crop), como o iPhoto [US$5; 113MB; requer o iOS 5.1 ou superior de iPads e iPhones] ou Snapseed [US$5; 17MB; requer o iOS 4.2 ou superior de iPads e iPhones/iPods touch], para tirar estas partes e finalizar a foto.

Aqui temos uma foto que junta o olhar do fotógrafo com o equipamento. Vi o passarinho lá no fundo comendo o mamão e quis tirar a foto. Se eu pedia para o iPhone expor a foto para o passarinho ficar na exposição adequada (para isso basta tocar no passarinho, que automaticamente o iPhone torna aquela parte da foto sua prioridade — ele tanto foca lá quanto expõe a foto para aquela área), a árvore, que está em primeiro plano e na sombra, coberta por suas folhas, ficava totalmente escura. Se eu pedia para o iPhone expor para a árvore ficar com a condição de luz adequada, o fundo do jardim e o passarinho ficavam totalmente estourados, brancos.

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Já aconteceu isso com vocês? Então, é neste caso que o aplicativo chamado Pro HDR [US$2; 1,8MB; requer o iOS 4.0 ou superior de iPads e iPhones/iPods touch] entra em questão. Ele tira essas duas fotos com exposições diferentes e faz uma mescla delas. Você pega o melhor de dois mundos. Esta é uma técnica chama HDR (High Dynamic Range) ou seja, você consegue captar um alto alcance de raios de luz, coisa que com uma foto só não seria capaz. No aplicativo você ainda consegue editar coisas como exposição, contraste e saturação. Nestes casos de ambientes com alto contraste, esse aplicativo é essencial. Como ele precisa tirar uma foto e depois da outra, é preciso ficar com o iPhone bem estático, para as fotos não ficarem desalinhadas.

E esta última é para mostrar que a foto pode estar no lugar menos óbvio possível, até em cima da sua cabeça. Coisas bem corriqueiras, como este poste de luz da cidade de São Paulo, com seus fios emaranhados, podem dar um foto legal.

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Então ande por aí atento, você pode estar passando por fotos maravilhosas e não estar prestando atenção. 😉

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