Desenvolvedor reflete sobre a fórmula de preços de aplicativos na App Store

Gráfico - Valor percebido de apps

A discussão sobre a melhor forma de vender um aplicativo em lojas de apps, especialmente na App Store, não é de hoje. Como sabemos, apesar de alguns faturarem milhões — como a Rovio (Angry Birds) e a tap tap tap (Camera+) —, a grande maioria dos desenvolvedores sofre para conseguir rentabilizar um app e, consequentemente, se sustentar exclusivamente daquilo que ama fazer.

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David Barnard, da App Cubby, resolveu pensar e escrever sobre o assunto, bastante influenciado pela venda do Sparrow para o Google. Para ele, o futuro do desenvolvimento sustentável de um aplicativo depende do valor ele pode oferecer, despertando nas pessoas a vontade de pagar por aquilo.

Apesar de alguns não utilizarem como deveriam (ele cita a Zynga, como exemplo), o modelo freemium tem muito a oferecer, já que o modelo de US$1 utilizado por muitos não passa de uma tentativa de adaptar o antigo sistema (de quando softwares eram vendidos em caixas, em disquetes) para o atual, levando em conta alguns prós do ecossistema da App Store (alcance e eficiência).

Logo no início eu era capaz de cobrar US$10 pelo meu app Trip Cubby, mas agora a maioria das pessoas utilizam alternativas gratuitas ou mais baratas, mesmo eu reduzindo o preço para US$3.

Gráfico - Valor percebido de apps

Gráfico criado por Nate Weiner.

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A leitura que ele tira da App Store é: as pessoas pagam US$1 sem problemas, mas isso não quer dizer que essa estratégia vai funcionar para todos. Não é fácil ser “descoberto” no mar de aplicativos de uma loja. Para um Angry Birds ou um Camera+ funcionou, mas, para a maioria, não vai. Nem todo app de US$1 consegue atingir uma grande massa que dê sustentação ao modelo, afinal, é preciso muito mais compradores do que antes (quando um app era vendido por US$10, US$50) para gerar o mesmo nível de receita.

E tudo isso nos traz de volta ao Sparrow. Muitos usuários de Mac e iOS estão contentes com os aplicativos gratuitos Mail, da Apple, e aqueles que acham o Mail ruim, apenas uma pequena porcentagem realmente se importa o suficiente para gastar dinheiro numa alternativa. Então, o Sparrow acabou se tornando um aplicativo de nicho. Mas, como vimos nos dias depois que o Google adquiriu o Sparrow, o nicho enxergou muito valor no app, ficando incrivelmente desapontado ao ver o fim dele. Eu não tenho certeza de como o Sparrow poderia ter feito para que esses que enxergaram o valor pagassem ainda mais por ele, mas os desenvolvedores que quebrarem a cabeça com isso serão os únicos que ainda conseguirão ganhar a vida fazendo apps nos próximos anos.

Por essas e outras, Barnard diz que o modelo freemium parece ser uma boa alternativa. Como ele é “gratuito”, as pessoas não pensam duas vezes antes de baixar e experimentar — e aquele que realmente enxergar valor vai gastar alguns trocados nele. Barnard conclui dizendo que o modelo não faz sentido para todas os apps, mas que é hora de levá-lo a sério e buscar formas de fazer com que ele funcione para apps além de jogos.

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[via MacRumors]

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