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Em entrevista, Phil Schiller fala sobre o atual estado da plataforma Mac e as escolhas da Apple para seus produtos

Novos iMacs de frente e inclinados

Muitos dizem que os eventos da Apple não são mais os mesmos, que a empresa perdeu o efeito surpresa, entre outras muitas coisas. De fato, Steve Jobs era único, principalmente no quesito palco. Ainda vai demorar para vermos alguém com o carisma e o controle da situação como ele tinha.

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Mas não é por causa disso que os eventos da Maçã ficaram menos interessantes. Particularmente, gostei bastante do último, que aconteceu na terça-feira passada (23/10) no California Theatre. E confesso que grande parte responsável pelo meu apreço foi ver que a Apple ainda mostra preocupação e atenção à plataforma Mac. Grande parte do evento foi focado em Macintoshes (MacBook Pro com tela Retina de 13 polegadas, Mac mini e iMac) e sem dúvida nenhuma o novo tudo-em-um dividiu as atenções com o principal lançamento do dia, o iPad mini. Ver um desktop — cada vez mais renegado por conta da mobilidade dos notebooks e do mundo “pós-PC” — ressurgir assim, em grande estilo, me fez adorar o evento!

Novos iMacs de frente e inclinados

Harry McCracken, do TIME.com, entrevistou Phil Schiller (vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple) logo após o evento. Ele começou perguntando sobre a estratégia da Apple de adotar carcaças unibody para praticamente toda a linha, além de selar baterias, remover drives ópticos, HDDs (em notebooks mais novos), eliminar portas/conexões antigas… enfim, um movimento normalmente contrário ao de outras fabricantes, que querem sempre adicionar mais e mais funcionalidades.

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Schiller disse que essa sempre foi a essência do Mac e da Apple, desde o começo dos tempos. A ideia sempre foi construir o melhor Mac que eles sabem fazer e os benefícios são claros: facilidade de uso, recursos de ponta, etc. Falando sobre tecnologias “antigas”, o executivo disse que elas travam o progresso. Como HDDs, por exemplo, que consomem mais energia e são mais propensos a falhas do que SSDs.

Para Phil, os concorrentes da Apple têm medo de dar esse passo, enquanto que a empresa foca no que é melhor, nas tecnologias que estão à frente. Perguntado se tinha sido difícil a decisão de retirar os drives ópticos da nova geração de iMacs, Phil disse que não. Para ele, em geral, a ideia de retirar mídias rotatórias de computadores (e outros dispositivos) é ótima, pois eles são bastante mecânicos e a probabilidade de quebra é grande — sem contar o consumo de energia e o tamanho físico. “Podemos criar produtos que sejam menores, mais leves e que consomem menos energia”, disse Phil.

OS X Mountain Lion (Central de Notificações) rodando em MacBook Air

Um dos grandes benefícios de drives ópticos era a distribuição de software. Contudo, hoje praticamente tudo é feito digitalmente. Especificamente sobre o Blu-ray, Schiller falou que a mídia chegou trazendo diversas questões não relacionadas com a qualidade real do filme. Isso o tornou complexo e uma tecnologia ruim, então, por diversas razões, fazia sentido se livrar de discos ópticos em desktops e notebooks.

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Um assunto que sempre aparece quando estamos falando de Apple é preço. McCracken questionou o vice-presidente sênior da Maçã sobre o preço de Macs, dizendo que imaginava um barateamento deles ao longo dos anos, mas que isso não aconteceu. Phil explicou que a abordagem da Apple sempre foi fazer produtos que eles se orgulham em ter, em usar. A empresa nunca fará algo barato ou de baixa qualidade. Ele ainda fez uma observação interessante, dizendo que, em momentos de economia difícil, as pessoas ficam muito preocupadas sobre como gastar seu dinheiro e que consumidores da Apple passaram a entender que o produto dela não tem preço alto; o preço reflete o valor da construção dele, da qualidade de tudo que é empregado para tornar aquele produto real. Claro que Phil está falando do mercado americano e não do brasileiro… 😛

iPad deitado com uma mão segurando

Como exemplo de que a Apple se segura em sua convicção, Schiller disse que, recentemente, todo o mercado caminhou para netbooks, mas que a Apple rejeitou a ideia desde o começo, pois sabia que a concepção de um netbook não tinha a qualidade que ela almeja para seus produtos. A resposta da empresa? O iPad, um “computador” — pelo menos pra muita gente — que custa US$500. “Hoje, 100 milhões de pessoas concordam que o iPad é um ótimo computador”, disse ele.

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Para terminar, McCracken perguntou o que Schiller achava sobre o Windows 8 e a estratégia de desenvolver o mesmo sistema tanto para PCs quanto para tablets. O chefão de marketing da Apple preferiu não responder, dizendo que, na Apple, eles pensam o que estão fazendo, e não o que os outros estão fazendo.

[via 9to5Mac]

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