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CNET perfila Eddy Cue, vice-presidente sênior de softwares e serviços de internet da Apple

Eddy Cue

No começo do ano comentamos que Eddy Cue, vice-presidente sênior de softwares e serviços de internet, foi perfilado no livro “Inside Apple”, de Adam Lashinsky. Até então, Cue era um dos executivos tops da Apple menos visado pela mídia, contudo, cada vez mais importante dentro da Maçã — ele agora cuida também da Siri e do serviço de mapas da empresa —, é normal que muitos estejam querendo saber mais e mais informações sobre ele.

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Eddy Cue

A CNET trouxe um perfil bastante interessante sobre Cue, afirmando que ele fazia o papel de policial bom nas negociações com as gravadoras — adivinhe quem fazia o papel de policial mau! Claro, Steve Jobs.

Agora, contudo, até pela reorganização feita por Tim Cook (CEO da Apple), Cue é visto como o cara que resolve os problemas em Cupertino. Para muitos, como Bob Bowman (presidente e CEO da Major League Baseball Advanced Media), Cue desempenha um papel vital na Apple e nenhuma concorrente da Maçã tem um cara como ele, fazendo o que ele faz. “Eddy é genial, brilhante, pensativo e resistente.”

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Foi ele, por exemplo, que salvou a relação entre Apple e gravadoras em 2007, quando tudo parecia perdido e apenas o desentendimento reinava. Foi ele também que transformou o horroroso MobileMe no “ainda-não-confiável-porém-promissor” iCloud, que hoje conta com 150 milhões de usuários. Pensando rapidamente, outros executivos parecem ser mais importantes de Cue. Contudo, o cubano-americano de 48 anos é o principal responsável pelo ecossistema da Apple ser o maior, mais completo e mais expandido do mundo, o que nos afeta diretamente — afinal, se hoje temos iTunes Store, App Store e iBookstore no Brasil, é por causa de Cue e sua equipe.

Quando o contrato com a Warner estava para terminar, executivos da gravadora se reuniram com Cue e explicaram que o processo de criação de músicas variava de uma para outra e que eles queriam trabalhar com preços flexíveis na loja — diferentemente de hoje, na época qualquer faixa custava US$0,99. Calmamente, Cue explicou que a Apple não cederia e que, se o contrato não fosse renovado, as músicas da Warner infelizmente seriam retiradas do serviço. Detalhe: isso tudo acontecem pouco antes de Cue subir no palco no evento realizado pela própria Warner para receber uma homenagem em nome de Jobs. O contrato foi renovado por mais três anos e somente depois foi alterado para o padrão de hoje (três faixas de preço — US$0,79, US$0,99 e US$1,29).

Cue é conhecido por estudar amplamente o mercado no qual pretende negociar. Foi ele quem começou a se reunir com gravadoras trimestralmente para debater performance, cronograma de lançamentos, etc. — prática que hoje é comum na indústria fonográfica. Por ser atencioso, Cue se tornou amigo de muitos com os quais lidava diretamente.

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“Certamente ele não era um altruísta”, disse Chris Castle, advogado que trabalhou com empresas de música-tecnologia há anos e negociou com Cue. “Ele tinha uma agenda, é claro. Minha impressão é que ele era muito transparente sobre os interesses da Apple, mas ele também queria ser justo. A Apple nunca tentou roubar músicas como muitos outros caras. Eles se preocuparam com o conteúdo. Nunca foi sobre como eles poderiam ganhar em cima dos outros. Com Eddy, você sentia que tinha uma reunião justa.”

Cue se formou em economia e ciência da computação pela Universidade de Duke e trabalha na Apple desde 1989. Ele começou no departamento de TI da empresa e rapidamente subiu para supervisionar áreas da engenharia de software e unidades de atendimento ao cliente. Em 1998, ele ajudou a construir a loja online da Apple. Depois, passou a comandar a iTunes Store e, consequentemente, a App Store e a iBookstore.

“Eddy não se preocupa com os outros caras, os executivos chamativos que querem os holofotes”, disse um executivo que negociou com Cue. “Ele é o tipo de pessoa que é feliz por estar na sala de máquinas para garantir que tudo esteja funcionando perfeitamente bem.”

Se quiser saber ainda mais sobre Eddy Cue, não deixe de ler o perfil completo do executivo na CNET.

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