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Apple cortou relações com fornecedor que empregava menores de idade e realizou 393 auditorias em 2012

Trabalhadora de um fornecedor da Apple

A Apple liberou hoje um novo “Relatório de Progresso da Responsabilidade dos Fornecedores” — a página em portguês ainda não foi atualizada —, destacando os resultados das auditorias da empresa em 2012 e todo o esforço para corrigir problemas e melhorar o desempenho das parceiras.

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Trabalhadora de um fornecedor da Apple

De acordo com a Apple, a transparência nesse processo é fundamental e é por isso que ela publica relatórios desse tipo há sete anos, sejam os resultados bons ou ruins. Ainda de acordo com a Maçã, ela é uma das poucas empresas do setor que investiga a fundo sua cadeia de abastecimento e torna público esses detalhes.

Em 2012, a companhia se tornou a primeira empresa de tecnologia a se juntar à Fair Labor Association, a qual fez uma auditoria na sua maior parceira, a Foxconn. Segundo o documento, a Foxconn conseguirá implementar todas as recomendações da associação até 1º de julho.

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Além de FLA, a Apple convidou também o Instituto de Assuntos Públicos e Ambientais (Institute of Public and Environmental Affairs, ou IPE) e outros grupos ambientais para trabalhar em auditorias especializadas. A parceria com a Verité, uma organização não-governamental (ONG) focada em garantir condições justas de trabalho, também está de pé. Juntas, elas trabalham no desenvolvimento de novas estratégias para a gestão de comunicação de trabalhadores. A empresa também participou da Coalizão de Cidadania da Indústria Eletrônica (Electronic Industry Citizenship Coalition, ou EICC) e da Iniciativa Global de Sustentabilidade (Global e-Sustainability Initiative, ou GeSI), a fim de promover a utilização de componentes amigáveis ao meio-ambiente.

Gráfico com auditorias da Apple em 2012Em 2012 a Maçã realizou 393 auditorias em todos os níveis da cadeia de fornecimento — um aumento de 72% se comparado a 2011. A investigação abrange instalações onde mais de 1,5 milhão de trabalhadores produzem iDevices. Desse número, 55 auditorias foram focadas em condições ambientais (aumento de 293%), 40 em avaliações de segurança das operações de fornecedores e práticas de negócios, e 27 na investigação de possíveis taxas excessivas de recrutamento.

A empresa conseguiu uma média de 92% de conformidade com as 60 horas máximas de trabalho estipuladas em seu código de conduta. Até o momento, 1 milhão de trabalhadores são monitorados semanalmente por ela.

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Os programas de treinamento de capacitação para trabalhadores foi ampliado. Em 2012, 1,3 milhão de trabalhadores e gerentes receberam formações sobre leis locais, direitos, saúde ocupacional e segurança, além de ficarem por dentro do código de conduta da empresa. Para termos uma ideia, em 2008 o número de capacitados foi de aproximadamente 650 mil. O investimento em educação também aumentou, passando de quatro para nove unidades, beneficiando mais de 200 mil trabalhadores. Nessas unidades, eles têm a oportunidade de estudar negócios, conhecimentos de informática, idiomas e outros assuntos sem nenhum custo.

Focando agora nas notícias ruins, uma das parceiras da Apple, a Guangdong Real Faith Pingzhou Electronics, teve 74 violações — entre elas, a de trabalho infantil — no ano passado. Por isso, ela foi cortada da lista de fornecedores. De acordo com a Apple, uma das maiores empresas de RH (recursos humanos) da região, a Shenzhen Quanshun, foi a responsável por “contratar” os menores de idade para trabalhar na PZ, indo longe ao ponto de ajudar as famílias a forjar documentos de verificação de idade. Foram encontrados 11 estabelecimentos com trabalho infantil, incluindo 106 casos ativos/recentes e 70 casos históricos.

Auditoria na Foxconn em Jundiaí, São Paulo Trabalhador participando de uma capacitação

O trabalho forçado também é um grande problema, principalmente com estrangeiros, que são obrigados a pagar enormes taxas de recrutamento. De acordo com as auditorias, oito fábricas exploravam trabalhadores e foram forçadas pela Apple a pagar todas essas taxas cobradas de empregados, as quais totalizaram US$6,4 milhões.

Apenas 59% das auditorias focadas em requerimentos ergonômico estavam em conformidade com a política da Apple, bem abaixo da média de conformidade de 80%, como por exemplo a prevenção de exposição a produtos químicos e procedimentos de segurança e sistemas. Auditorias para a prevenção de acidentes de trabalho atingiram 70% de conformidade. Felizmente, no ano passado, não houve um grande problema de segurança como explosões em fábricas ou algo do tipo.

Problemas existem e são muitos. Mas é uma atitude muito bacana da Apple tornar tais informações públicas e permitir que qualquer um de nós tenha acesso a isso. Se você se interessa pelo assunto, pode ler mais informações neste documento [PDF, em inglês].

[via The Verge]

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