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Apple e outras terão que fazer na Austrália o que deveriam fazer no Brasil: justificar os seus preços

Loja da Apple em Sydney, na Austrália

Alguns podem até imaginar que sim, mas não é só no Brasil que consumidores reclamam dos preços da Apple e de outras empresas. A diferença, como muitos sabem, é que em outros lugares as pessoas costumam tomar providências para mudar isso, em vez de simplesmente “xingar muito no Twitter” e depois se submeter a parcelamentos em “12 vezes sem juros”.

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Na Austrália, essa iniciativa está partindo agora do próprio governo — até porque o dólar australiano (AU$) está bem forte. Hoje US$1,00 vale AU$0,97 e, ao mesmo tempo, R$1,97.

Loja da Apple em Sydney, na Austrália

Com base nesses valores monetários, façamos algumas comparações convertendo tudo para a base do dólar americano: um iPad Wi-Fi de quarta geração de 16GB sai por US$499 nos Estados Unidos, por US$556 na Austrália (11% a mais) e por US$888 no Brasil (78% a mais). Da mesma maneira, um MacBook Air de entrada fica por US$999 nos EUA, por US$1.133 na Austrália (13% a mais) e por US$1.878 no Brasil (88% a mais).

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Deu pra sentir a discrepância que há entre a Austrália e o Brasil? Pois lá o pessoal não quer nem saber: o governo abriu um inquérito não só contra a Apple, mas também contra a Microsoft e a Adobe, obrigando todas elas a justificar os preços que praticam no país.

“Essas firmas deveriam ter cooperado e se preparado para serem mais abertas e transparentes sobre suas estratégias de preços”, disse Ed Husic, ministro australiano. Uma audiência aberta ao público será realizada no dia 22 de março, na Casa do Parlamento da Austrália em Camberra.

Se algo assim fosse feito por aqui, eu não sei quem teria que se explicar mais: as empresas envolvidas ou o nosso próprio governo.

[dica do Robson Pinheiro, via Telegraph]

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