Segurança no mundo Apple: dispositivos móveis

Dispositivos móveis (mobile)

A troca de informações é um estigma que acompanha o ser humano desde os primórdios da sua evolução. Pelas semelhanças genéticas (98,4% do DNA), acredita-se que o homem seja uma evolução dos símios, primatas que desenvolveram técnicas de confecção e uso de utensílios no seu dia-a-dia, repassando o conhecimento entre gerações através de processos de aprendizado.

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Após milhares de anos produzindo informação, o homem passou por sérios problemas de documentação, catalogação e disseminação da informação, além de dificuldades quanto a pesquisa e acesso. Com o surgimento dos meios eletrônicos, esses problemas minimizaram-se e deram lugar a outros relacionados, como confidencialidade, integridade e disponibilidade.

Uma informação sempre teve o seu valor, seja sentimental ou material. “Tudo é informação. Nada é informação. Depende da necessidade.” [Information Management, 1994] Governos, sociedade e corporações produzem e consomem informações a todo momento, sejam elas não-classificadas (públicas), restritas, confidenciais, secretas ou ultra-secretas. Nesta nova era, a informação se tornou um diferencial vital no mundo, podendo mudar de forma favorável ou não o “status quo” de um indivíduo ou uma empresa. Vejamos, com a invenção da telefonia (voz) e da internet (dados) barreiras geográficas foram rompidas e o estouro de uma bolha no sistema financeiro de um grande país pode ocasionar uma avalanche em todo o resto do mundo em poucos minutos.

Dispositivos móveis (mobile)

Diante desse cenário, a Apple é pioneira na criação de produtos que atendem às expectativas desse novo primata que busca por conectividade, mobilidade e usabilidade. Em 2007, com o lançamento do iPhone, a empresa reinventou o conceito dos smartphones existentes na época. Já em 2010 o mesmo aconteceu com o lançamento do iPad e o surgimento de um novo segmento de mercado. Agora, os rumores apontam para um possível relógio — estaria a Apple reinventando o nosso vestuário? Caso tenhamos uma resposta afirmativa, grandes possibilidades na área de segurança aliados a conectividade e mobilidade podem surgir nesse novo produto. O fato é que nesse novo segmento de mercado — seja ele em formato de relógio ou óculos 😀 — teremos uma nova linha de produtos se juntando à categoria de dispositivos móveis em um mercado que está em franca expansão.

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Com 87% de todos os tablets vendidos no mundo, a Apple lidera o segmento e dita uma nova era chamada pós-PC. De acordo com a NPD DisplaySearch, em 2013 as vendas de tablets já deverão superar as de notebooks; isto nos mostra a opção do mercado consumidor por equipamentos cada vez mais finos, mais potentes e com maior autonomia de bateria. Computadores desktop e notebooks têm se tornado objetos especializados, ou seja, se você precisa de maior poder de processamento e ferramentas adicionais, então essa será a melhor opção para trabalhos específicos.

Nosso aprendizado e crescimento computacional tiveram como base a arquitetura dos computadores pessoais (PCs) — a formalidade típica do PC de iniciar a máquina, usá-la durante algum tempo e desligá-la ao fim do trabalho. Agora estamos diantes de novos dispositivos que alinham ao poder computacional dos PCs, possuem sistemas operacionais modernos e acoplam novos recursos de hardware como geoloalizadores, acelerômetros e giroscópios. Um novo conceito de computação e o surgimento de novos aplicativos que fazem o uso desses novos recursos.

Precisamos nos preocupar com a segurança desses novos dispositivos da mesma forma que preocupamos com os nossos computadores e sistemas. Se pararmos para observar, esses novos dispositivos lidam com as mesmas ou até mais informações do usuário no dia-a-dia. Dentro do ambiente corporativo, administradores de rede têm implementado soluções de gerenciamento (MDM). Investigadores têm se especializado em rastreamento e auditoria de smartphones e tablets. E você, como usuário? Tem se preocupado com a segurança do seu dispositivo, da sua informação?

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