A entrevista de Tim Cook na D11 e a questão dos “wearable gadgets”

Google Glass

por Danniel Rizzo

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Na última terça-feira (28/5), durante a D11, Tim Cook falou um pouco mais sobre a Apple e sobre o que podemos esperar para o futuro da empresa. Um dos assuntos mais interessantes e discutidos durante a conferência do Wall Street Journal foi a questão dos “wearable gadgets”. E o CEO da Apple pareceu estar bastante interessado.

De fato, essa nova possibilidade de tecnologia parece estar ganhando espaço no mercado. Há algum tempo já podemos acompanhar rumores sobre um suposto “iWatch” e também podemos ver o Glass, um projeto do Google que visa integrar e “facilitar” a tecnologia no dia-a-dia das pessoas.

Google Glass

Quando questionado sobre o Glass, Tim Cook respondeu algo como: “Eu não uso óculos porque gosto, uso porque preciso. Não consigo enxergar sem eles. […] Geralmente, quem usa quer que eles sejam bem leves e não-intrusivos.” Ou seja, não é algo natural, que as pessoas usam porque gostam.

Tim Cook e pulseira na D11

Foto: AllThingsD.

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Logo depois, o executivo comentou também que os relógios parecem estar caindo em desuso. E disse que algo como uma pulseira (mostrando uma Nike+ FuelBand em seu pulso) parece ser uma coisa muito mais natural, que as pessoas usam porque gostam — e não porque precisam.

Nike+ FuelBand com iPhoneBaseado em tudo o que o CEO da gigante de Cupertino falou na D11, não seria mais provável que a Apple lançasse algo como um “iPulse” (ou “iWrist”)? Um tipo de pulseira com tecnologia e integração com iGadgets. Isso poderia ser mais uma prova de que a Apple tem conseguido guardar um pouco melhor os seus segredos. Enquanto todos pensam em um relógio, ela poderia estar pensando em uma pulseira. Algo que parece mais natural para se usar no dia-a-dia (e que também poderia ter função de relógio, assim como o iPhone).

Há algum tempo, já, a Apple tem registrado algumas patentes que parecem ter relação com isso. Mas de que forma esse novo iGadget poderia trabalhar? Como poderia funcionar essa integração? Vamos imaginar um pouco…

Patente de pulseira da Apple

Junto aos rumores de um relógio inteligente que a Apple poderia lançar, vieram alguns palpites de como ele funcionaria. Por exemplo, mostrando as notificações, que normalmente aparecem na tela bloqueada do iPhone ou na Central de Notificações. Até aí, tudo bem, mas nada de “novo”.

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O grande diferencial do produto poderia estar na simplicidade para executar diversas tarefas que muitos buscam em diversos produtos, mas não encontram de forma “100% funcional”. Vamos tomar como exemplo, de novo, a Nike+ FuelBand.

O produto é um sucesso, principalmente tratando-se do público mais “fitness”. Ele conta com um acelerômetro, que basicamente capta os movimentos produzidos com os braços e transforma isso em números. Com um aplicativo que pode ser baixado no iPhone, ele revela alguns dados através de gráficos, que mostram como foi a semana de atividade física, quando produziu-se mais movimentos, quando gastou-se mais energia, etc. Funciona bem pra quem faz atividade física em que há uma maior movimentação dos braços, como corrida, caminhada e por aí vai.

Porém, para a insatisfação de algumas pessoas, o produto não conta com um frequencímetro, que relaciona os batimentos cardíacos com a atividade física. Como isso atrapalha? É simples. Para as pessoas que fazem atividades físicas como andar de bicicleta ou musculação, em que os braços não se movimentam tanto, o aparelho não capta grande gasto de energia. Atividades físicas aquáticas (em que geralmente se movimentam bastante os braços) também não servem, já que o aparelho é somente “resistente”, e não à prova d’água. E aí, no final do mês, os gráficos dizem que foram gastas muito menos calorias do que se gastou na realidade.

Nós sabemos que a Apple sempre tenta fazer os melhores produtos. E sabemos também que ela já lançou produtos pensando no público saudável, como o iPod shuffle, o qual muitas pessoas usam durante suas atividades físicas. Baseado nisso, podemos imaginar que um dos vários diferenciais para um iProduct utilizável no pulso poderia ser justamente a funcionalidade para cronometrar com exatidão o gasto de energia com atividades físicas.

Isso sem contar com as praticidades do dia-a-dia que a Siri poderia oferecer! Todas as funcionalidades da assistente seriam simplificadas, pois não seria mais necessário usar o iPhone para interagir com a assistente de voz. Um lembrete, uma nota, uma pesquisa. Tudo, tudo poderia ser simplificado. O Maps da Apple também poderia ser bem aprimorado, não? Com o gadget no pulso, ela poderia ter um avanço significativo na marcação das rotas, restaurantes, pontos turísticos e pontos de “destaque” nos mapas. Quem sabe essa não poderia ser a próxima “revolução” da Apple no mundo da tecnologia?

A ideia de um suposto “iPulse” parece soar melhor do que a de um simples “iWatch”, que só mostra as horas e notificações… Agora é esperar até a WWDC, no dia 10 de junho, pra ver o que a Apple tem a nos mostrar! Ou quem sabe em outra oportunidade futura, de preferência — porque a ansiedade é grande — ainda neste ano. 😛

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