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Em carta aberta, Taylor Swift explica por que não disponibilizará o seu novo álbum no Apple Music [atualizado]

Já falamos bastante aqui no site sobre o Apple Music, como por exemplo os possíveis valores do serviço no Brasil, a porcentagem de royalties que a Apple repassará para gravadoras/detentores dos diretos das músicas, um recurso para lá de importante que não foi comentado na apresentação do serviço, etc.

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Um dos pontos importantes para o sucesso dele — e também já comentado por nós — é o tamanho do catálogo (ou seja, a quantidade de músicas disponíveis). Os acordos já fechados pela Apple garantiram um acervo de mais de 30 milhões de músicas (um número significativo). Entre as músicas/artistas disponíveis temos a cantora/compositora Taylor Swift, que rompeu com o Spotify por discordar dos valores repassados pelo serviço.

Mas não pense que tudo são flores entre Swift e Apple. Há alguns dias foi comentado que o novo álbum da artista (“1989”, o qual está à venda na iTunes Store) não faz parte do catálogo do Apple Music. Pois hoje a cantora resolveu esclarecer tudo de uma vez por todas e escreveu uma carta aberta para a Apple em seu Tumblr.

https://twitter.com/taylorswift13/status/612575467787407360

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Eis a nossa tradução livre [grifos nossos]:

Eu escrevo isso para explicar por que não vou disponibilizar o meu novo álbum, “1989”, no novo serviço de streaming, o Apple Music. Eu sinto que isso merece uma explicação pois a Apple tem sido e continuará sendo uma das minhas melhores parceiras na venda de músicas e em criar maneiras para eu me conectar com os meus fãs. Eu respeito a companhia e as mentes verdadeiramente engenhosas que criaram um legado com base na inovação, lutando pelo que é certo.

Tenho certeza de que você está ciente que o Apple Music oferecerá uma versão gratuita de três meses para quem se inscrever no serviço. Eu não tenho certeza, porém, de que você sabe que o Apple Music não pagará a escritores, produtores ou artistas nesses três meses. Eu considero isso chocante, decepcionante e completamente diferente dessa empresa historicamente progressista e generosa.

Isso não é sobre mim. Felizmente eu estou no meu quinto álbum e posso me bancar, pagar pela minha banda, equipe e todas as pessoas da minha equipe de gestão tocando em shows ao vivo. Isso é sobre o novo artista ou banda que acabou de lançar seu primeiro single e não será pago pelo seu sucesso. Trata-se do jovem compositor que acabou de ter o seu primeiro sucesso e pensou que os royalties dele pagariam suas contas. Isso é sobre o produtor que trabalha incansavelmente para inovar e criar, assim como os inovadores e criadores da Apple são pioneiros em seu campo… mas não serão pagos por um quarto do ano pelos valores de reprodução das suas músicas.

Essas não são as queixas de uma criança petulante, mimada. Esses são os sentimentos que ecoaram de todos os artistas, escritores e produtores nos meus círculos sociais mas que têm medo de falar publicamente porque nós admiramos e respeitamos bastante a Apple. Nós simplesmente não respeitamos este ponto.

Eu sei que os trabalhos da Apple são direcionados a uma meta de um [serviço] de streaming pago. Eu acho isso um belo progresso. Sabemos o sucesso astronômico que a Apple faz e sabemos que essa empresa incrível tem dinheiro para pagar artistas, escritores e produtores pelo período de testes de três meses… mesmo que isso seja gratuito para os fãs que estão testando.

Três meses é muito tempo para algo não-remunerado e é injusto pedir a alguém para trabalhar por nada. Eu digo isso com amor, reverência e admiração por todo o resto que a Apple fez. Espero que em breve eu possa me juntar a eles no progresso rumo a um modelo de streaming que pareça justo para aqueles que criam músicas. Eu acho que essa é a plataforma que poderá dar certo.

Mas eu digo à Apple, com todo o respeito, que não é tarde demais para mudar essa política e as mentes daqueles na indústria da música que será profunda e gravemente afetada por isso. Nós não lhe pedimos iPhones de graça. Por favor, não nos peça para lhe fornecer nossas músicas sem nenhuma compensação.

Taylor

Difícil ler isso e não concordar com ela. Definitivamente esse é um assunto para lá de polêmico e que precisa mesmo ser bem discutido não apenas por Apple e gravadoras, mas por todos os envolvidos.

Atualização · 22/06/2015 às 12:25

E a carta surtiu efeito. Veja o desfecho dessa história neste post.

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