Evento especial: Apple fala sobre FBI, meio ambiente e saúde

Em um evento realizado hoje no Town Hall (auditório dentro do campus da Apple, em 4 Infinite Loop – Cupertino), a empresa aproveitou a oportunidade para lembrar um pouco o seu caso envolvendo o FBI.

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Evento especial da Apple (21/3)

Com 1 bilhão de aparelhos sendo utilizados por pessoas no mundo, a empresa está mais do que nunca disposta a manter os dados de todos os usuários protegidos — e quer brigar por isso.

Meio ambiente

A empresa também aproveitou para falar um pouco sobre meio ambiente. Lisa Jackson, vice-presidente da Apple para assuntos ligados ao meio ambiente, falou que a meta da Apple é ser abastecida com 100% de energia renovável e que, atualmente, está em 93%.

Na China, a Apple construiu uma usina solar de 40 megawatts integrada ao meio ambiente e aos animais que ali viviam. Essa usina gera mais energia do que a Apple precisa para cobrir suas lojas e instalações em todo o país. Em Singapura, a Apple instalou painéis solares no topo de inúmeros prédios. A Apple também está orgulhosa de alimentar 100% dos seus data centers com energia vindo do sol, do vento e da água.

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A Apple acredita que papel também é totalmente renovável. 90% das embalagens dela já utilizam papel reciclado ou são originadas de florestas focadas em preservação ambiental. A empresa também tem parcerias para proteger várias florestas nos EUA, na China e em outros países.

Apple falando sobre meio ambiente - Evento especial (21/3)

Outro ponto importante nessa equação é o foco em reuso e reciclagem de produtos — por isso, a empresa diz que cria produtos para durar anos. De acordo com a Apple, a maioria dos dispositivos trocados continuam sendo usados por mais tempo. Depois disso, aí sim eles vão para reciclagem (uma parte que a Apple também oferece ajuda aos usuários para se “desfazer” desses produtos, seja enviando o aparelho pelos correios ou levando a uma Apple Retail Store).

Saúde

A companhia falou um pouco também sobre o mercado de saúde.

Com o lançamento do ResearchKit, ocorrido no ano passado, a Apple está oferecendo ferramentas que contribuem profundamente com pesquisas médicas. E os números obtidos pela Apple com essas ferramentas foram estrondosos, chegando a gerar o maior estudo da história sobre o Mal de Parkinson em poucas horas.

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Há vários outros dados interessantes sendo obtidos, como de asma e diabetes; para termos uma ideia, os estudos iniciados com a ferramenta ResearchKit já descobriram que há até mesmo sub-grupos de Diabetes Tipo 2. A ideia da Apple é continuar expandindo a utilização da ferramenta para vários outros estudos e doenças diferentes em todo o mundo.

Apple falando sobre saúde - Evento especial (21/3)

Segundo a Apple, o ResearchKit já avançou muito além das expectativas iniciais da empresa. Mas, com ele, outras necessidades foram enxergadas. Como exemplo, temos pacientes que conseguem visualizar melhorias em sua performance após tomarem medicamentos; outros, por outro lado, detectaram que tal remédio não está talvez surtindo os efeitos esperados.

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Para isso a Apple está lançando hoje o CareKit. Trata-se de um framework destinado à criação de apps para pessoas que querem ter mais controle da sua própria saúde. Um dos primeiros a ser lançado, hoje, é focado no Mal de Parkinson.

A Apple informou que várias instituições já se comprometeram a usar o app com seus pacientes e em estudos para prescrever tratamentos mais direcionados. A ideia é que os módulos do CareKit possam ajudar a guiar usuários em seus próprios tratamentos. Como? O paciente tem um cartão com coisas a fazer todos os dias, um medidor de sintomas, compartilhamento de dados com parentes/médicos e por aí vai… médicos podem atualizar as orientações para seus pacientes remotamente.

Como sempre, a Apple dará total controle de privacidade a usuários. O framework CareKit estará disponível em abril e terá o seu código todo aberto (open source), tal como o ResearchKit é.

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