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Pai pede ajuda da Apple para desbloquear telefone do seu filho falecido [atualizado]

Os resquícios do caso Apple vs. FBI ainda continuam dando o que falar, mesmo que indiretamente. Como já noticiamos aqui, o FBI conseguiu desbloquear o iPhone do casal terrorista sem a ajuda da Maçã — o que tornou todo o processo extremamente desnecessário. Seja qual tenha sido a real intenção do FBI ao trazer a questão a público, essa “brincadeira” acabou trazendo à luz a possibilidade de desbloqueio dos aparelhos pela empresa, algo que seria impensável há alguns meses.

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Desta vez, um pai italiano apelou para o emocional de Tim Cook no dia 21 de março. “Não me negue as memórias do meu filho”, escreveu o arquiteto Leonardo Fabbretti para o CEO da Apple, na esperança que a empresa desbloqueasse o iPhone de Dama, seu falecido filho.

Pai e filho abraçados

Dama foi adotado na Etiópia em 2007 e, em 2013, foi diagnosticado com câncer nos ossos. Infelizmente, as quimioterapias e operações não foram suficientes para preservar a vida do menino, que faleceu aos 13 anos em setembro de 2015.

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Na carta, o arquiteto explica: “Eu não posso desistir. Depois de perder o meu Dama, vou lutar para ter os dois últimos meses de fotos, pensamentos e palavras que estão presas no telefone dele.” Fabbretti ainda expressa a sua opinião sobre a política de segurança da Maçã: “Eu acho que o que aconteceu deveria fazer você pensar sobre a política de privacidade adotada pela empresa. Apesar de eu concordar com a sua filosofia de maneira geral, acho que a Apple deveria oferecer soluções para casos excepcionais como o meu.”

Em entrevista a um jornal italiano [Google Tradutor], Fabbretti relatou que seu filho queria que ele tivesse acesso ao telefone pois a sua digital estava cadastrada no iPhone 6 — presente que ele deu ao filho nove meses antes de morrer. O grande problema é que, ao reiniciar, o aparelho pede obrigatoriamente a senha numérica, desconhecida pelo pai. Houve uma tentativa de falar com o suporte da Apple, mas a atendente, educadamente, respondeu que sem o código eles não poderiam fazer nada.

Ao saber do caso, a Cellebrite — empresa que ajudou o FBI — se ofereceu para tentar abrir o telefone de Dama de graça. Apesar da “boa-ação” da empresa, há duvidas se ela conseguirá mesmo acessar o iPhone 6 de Dama, que é bem mais recente e seguro do que o 5c do terrorista de San Bernardino.

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Sem dúvida esse é um caso sensível, mas parece que sempre haverá esse embate entre segurança e “o bem maior”.

[via Ars Technica]

Atualização · 11/04/2016 às 09:41

Em entrevista à CNN, Fabbretti disse ter se encontrado com a Cellebrite na quinta-feira (7/4) e já na sexta-feira recebeu boas notícias. Segundo ele, conseguiram acessar algumas pastas do iPhone 6, mas ainda estão tentando acessar os arquivos de fotos, vídeos e conversas. A empresa disse ao pai que está otimista quanto ao processo.

Se antes não estávamos preocupados com a falha de segurança encontrada no iPhone 5c de San Bernardino por ser um modelo “antigo” do aparelho, a ameaça de acessar um iPhone 6 começa a nos dar calafrios. Precisamos ficar de olho na Cellebrite e em sua — aparentemente inocente — disposição a ajudar.

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