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Lojas da Microsoft sofrem com falta de público; empresa anuncia fim do Sunrise

Impressionante a intensa metamorfose sofrida pela Microsoft em mera questão de anos. De megacorporação monolítica e malvada a uma companhia jovial, disposta a apostar muito dinheiro em inovações que muitas vezes não vão para frente, mas servem ao nobre propósito de levar novas perspectivas ao mundo da tecnologia, não sei dizer se esse foi um processo de reestruturação efetivo ou simplesmente um truque de marketing extremamente bem-sucedido.

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O fato é que todo mundo hoje torce pela Microsoft. Bom, quase todo mundo: se levarmos em conta a popularidade das lojas oficiais da gigante de Redmond, talvez esse número de simpatizantes não seja tão alto assim.

Loja da Microsoft no Florida Mall

Em matéria publicada no Recode hoje, transparecem os problemas de frequência e relevância enfrentados pelas Microsoft Stores — frutos de um projeto megalomaníaco para bater de frente com as famigeradas Apple Retail Stores (e copiando se inspirando em várias ideias destas últimas no processo, não dá pra deixar de notar). Segundo a reportagem, as mais de 100 lojas espalhadas pelos Estados Unidos e pelo Canadá sofrem com a falta de público, sendo vistas sempre vazias e frequentemente superadas em número de clientes até mesmo pelos minúsculos quiosques da Amazon.

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Embora a Microsoft não divulgue números de receita ou tráfego relacionados às lojas, é muito comum também que o número de empregados supere o de clientes dentro das dependências, o que é sempre um péssimo sinal.

A empresa em si faz pouco caso da situação. Segundo a Microsoft, as lojas pretendem ser mais que simples pontos de venda, representando em vez disso uma manifestação física do espírito renovado da companhia. O problema, claro, é não ter clientes para aproveitar deste espírito — e da miríade de Surfaces, Xboxes, Lumias, Kinects, HoloLens e companhia bela. A gerente geral de varejo da Microsoft, Kelly Soligon nota, sem aparente convicção:

Nós estamos satisfeitos com nosso tráfego? Sim. Nós sempre queremos mais? Sim.

·   ·   ·

Ícone do app Sunrise Calendar para iOSPor outro lado, o manto de corporação maléfica — hoje vestido muito mais frequentemente pelo Google e, querendo ou não, pela própria Apple — de vez em quando encontra seu caminho de volta à antiga dona. Em um claro exemplo destas recaídas, a Microsoft marcou ontem a data da morte do Sunrise, belo aplicativo de calendário adquirido por ela no ano passado: 31 de agosto.

[…] Nós não ofereceremos mais suporte e atualizações para o Sunrise. Não haverá novos recursos, ou correções de bugs. Para nós, essa é a definição de um aplicativo ruim e não é uma experiência de usuário que queremos deixar com vocês. Por isso, nós removeremos o Sunrise das lojas de aplicativos nos próximos dias. No dia 31 de agosto, o app será desligado e cessará seu funcionamento completamente.

A justificativa dada pela Microsoft é que a equipe do Sunrise passará a se dedicar aos (admitidamente excelentes) aplicativos do Outlook para dispositivos móveis, que, com o tempo, herdarão os melhores recursos do moribundo, em breve falecido serviço.

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Por mais triste que seja testemunhar a morte de mais um serviço querido e promissor pelas mãos de uma grande corporação (como Google, Apple e até Dropbox já fizeram), fica a torcida para que o legado do Sunrise sobreviva no Outlook da melhor forma possível.

[via Cult of Mac, TechCrunch]

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