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Estúdios consideram oferecer filmes para aluguel já duas semanas após a estreia — e a iTunes Store pode ser uma solução quase perfeita

Como cinéfilo de carteirinha, eu digo que uma das piores partes do inesgotável anseio de ver os filmes mais bem-recebidos da temporada assim que eles são lançados é enfrentar os famigerados cinemas: as longas filas e, principalmente, as pessoas mal-educadas que falam e não conseguem deixar de usar seus benditos celulares durante a sessão são elementos que me tiram completamente do sério e prejudicam absurdamente a experiência.

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Não estou dizendo, claro, que o ato de ver um filme na TV de sua casa é comparável ao de assistir numa sala de cinema; ainda assim, se alguma boa alma no mundo tomasse a iniciativa de começar convencer os estúdios a fazer um lançamento doméstico dos filmes mais próximo das estreias nos cinemas, já seria um belo meio caminho andado (o outro seria conseguir muito dinheiro pra montar um belo home theater, mas atenhamo-nos a um problema de cada vez).

Busca na Apple TV

Pois bem: se esta notícia da Bloomberg tiver algum respaldo na realidade, a Apple pode vir a ser esta boa alma. Segundo a publicação, grandes nomes de Hollywood como a Warner Bros., a Universal Studios e a 20th Century Fox já estão começando a amadurecer a ideia de lançar seus filmes domesticamente em uma pequena janela de tempo, de até duas semanas (atualmente, o período mínimo entre o lançamento nos cinemas e doméstico é de 90 dias) — e a Apple, através da iTunes Store, frequentemente entra na conversa como a possível parceira ideal nesta empreitada.

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Ideal no sentido de que o formato fechadíssimo do iTunes seria um bom impedimento para a cópia/distribuição ilegal dos filmes (embora nada ainda possa impedir o pirata de posicionar uma câmera à frente da tela e gravar tudo). Caso a ideia venha a se tornar realidade, o preço para alugar produções ainda no circuito cinematográfico seria alto: os estúdios, diz-se, estariam considerando cobrar entre US$25 e US$50 por aluguel — afinal, embora esta diferença tenha diminuído nos últimos anos, o grosso do lucro de um filme ainda vem da sua bilheteria nos cinemas e, de outra forma, tal movimento poderia representar uma perda para as produtoras.

Ainda não sabemos quando, entretanto — ou mesmo se —, tal ideia algum dia verá a gloriosa luz da realidade. Se acontecer, eu vejo ao menos dois elementos beneficiando-se profundamente: nós, espectadores, e a própria Apple, que terá nas mãos um produto com um diferencial inédito e incomparável. Neste caso, eu ponho minha mão no fogo que as vendas da Apple TV deslanchariam de vez.

[via Apple World Today]

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