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Cérebro de inteligência artificial

Em palestra na TED, especialista em IA da Apple afirma que “a computação deve nos dar superinteligência” [atualizado]

O especialista em inteligência artificial da Apple e um dos principais nomes do desenvolvimento da Siri, Tom Gruber, é o mais recente expert de uma determinada área a participar de uma TED Talk. Na conferência, Gruber focou num ponto muito importante – e, podemos dizer até, polêmico — no que se refere aos avanços das tecnologias de aprendizado de máquina e IA: a interseção da memória humana com a memória digital.

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A visão do futuro de Gruber é não muito diferente, como outros veículos já apontaram, daquele episódio de “Black Mirror” (desculpe o spoiler) onde todos gravam perpetuamente aquilo que os seus olhos observam — entretanto, a retórica do especialista é muito mais otimista. Segundo ele, os computadores devem ser utilizados para complementar a memória humana e suavizar os efeitos das suas falhas.

Em outras palavras: a memória digital servirá para nos lembrar de tudo que a memória humana não é capaz de depositar. Todas as pessoas que já conhecemos e todos os aspectos que sabemos sobre elas, acontecimentos mundanos e corriqueiros das nossas vidas e tudo mais que acontece diante dos nossos olhos. Assustador ou fascinante?

E se você tivesse uma memória tão boa quanto a de um computador e totalmente dedicada à sua vida? E se você pudesse lembrar de todas as pessoas que você já conheceu? Como pronunciar seus nomes? Os detalhes das suas famílias? Seus esportes favoritos? A última conversa que você teve com elas?

De fato, a visão de Gruber já tem reflexos para lá de consistentes no mundo atual. Nossos dispositivos mais utilizados, os smartphones, já são, de certa forma, aparelhos de recordação total — basta ver a quantidade de fotos e vídeos e informações salvas diariamente naquela telinha de algumas polegadas. E você ainda pode ir mais longe, por exemplo, consultando o seu histórico de localização do Google Maps ou compartilhando o seu dia na história anos atrás por meio do Facebook.

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A grande consideração aqui, naturalmente, é a privacidade. E Gruber, claro, engrossa o coro de que todos esses dados devem ser submetidos primeiramente à opção do usuário — ou seja, nós que devemos escolher exatamente o que deve ser gravado e o que não — e também tudo deve ficar numa escala absolutamente privada. Claro, num mundo ideal, tudo seria exatamente assim; nós sabemos que, na prática, definitivamente não é isso que acontece.

O vídeo da palestra de Gruber ainda não está disponível, mas atualizaremos o artigo caso a organização das TED Talks publique o conteúdo na internet. O fato é: as ideias do especialista são — para o bem ou para o mal — interessantes e, considerando que ele ainda passe um bom tempo na Apple, poderão ser vistas até mesmo em possíveis produtos futuros da Maçã. O que vocês acham?

[via Recode]

Atualização 21/08/2017 às 17:10

A quem interessar possa (o que eu espero que seja muita gente, já que a fala é absolutamente fascinante), o vídeo com a palestra de Gruber foi disponibilizado no canal oficial do TED Talks. Ele pode ser assistido abaixo — inclusive com a opção de legendas traduzidas automaticamente, caso você consiga ignorar as ocasionais loucuras do Google Tradutor.

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Confiram:

via AppleInsider

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