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Decisão pioneira da Sony Music fará com que Apple Music e Spotify passem a ter muito mais remixes em seus catálogos

DJ

Remixes representam um território cinzento no vasto e complicado mundo dos direitos autorais de músicas. Como bem se sabe, o ato de pegar o sample de uma canção pré-existente e modificá-lo, criando algo novo, envolve sempre o pagamento de uma gorda taxa de royalties tanto aos autores da música quanto à gravadora detentora dos seus direitos.

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Se você é um DJ mundialmente famoso que leva dezenas de milhares aos seus shows cuja estrela principal é um pendrive, certamente o pagamento dessas taxas não será um problema; entretanto, todos sabemos que boa parte dos remixes mais criativos e interessantes saem, na verdade, de jovens sem dinheiro apaixonados por música no escuro dos seus quartos. Ou seja, são mixagens absolutamente não-oficiais e não-autorizadas pelas gravadoras, e, portanto, encontrarão dificuldade em ganharem o mundo através dos veículos de disseminação musical mais fortes de hoje em dia: os serviços de streaming como o Apple Music ou o Spotify.

Por isso, esta decisão da Sony Music, uma das maiores gravadoras do mundo, pode indicar um caminho mais iluminado para os remixes e os seus criadores. A gigante japonesa está, com efeito, passando a permitir os remixes não-oficiais das músicas do seu catálogo, tornando a vida dos DJs amadores muito mais fácil e abrindo caminho para que os serviços de streaming recebam com muito mais frequência este tipo de criação.

Logo da Sony Music

A decisão está intrinsecamente ligada a um acordo da Sony com a Dubset, uma startup de San Francisco com uma proposta bastante interessante: a empresa indexa todo o catálogo musical de uma gravadora e, ao identificar o sample de qualquer uma das músicas de tal catálogo, faz com que a detentora dos direitos receba uma parte dos lucros daquela reprodução — então, quando um DJ amador faz o remix de uma canção do catálogo da Sony, ele pode disponibilizar esta criação nas plataformas de streaming e, automaticamente, uma parte dos lucros da reprodução será repassado à gravadora. Sem pagamento de royalties, sem contratos quilométricos, sem advogados.

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A Sony é a primeira das grandes gravadoras mundiais a firmar um contrato com a Dubset e permitir remixes não-oficiais do seu catálogo; ainda assim, é um primeiro passo muito promissor para todo o universo das mixagens e dos produtores amadores. Espera-se que, com o pioneirismo da gravadora americana, outras gigantes do mundo da música entrem no mesmo barco — o que, se acontecer, será uma excelente notícia para todos os envolvidos.

De fato, só tem um elemento nessa história toda que não está comemorando a notícia: o SoundCloud. A plataforma musical, mesmo mal das pernas, é considerada o lar extra-oficial dos DJs amadores e mixadores justamente por ser meio que uma terra de ninguém onde formalidades como direitos autorais ou royalties não entram. Com a movimentação da Sony Music, é bem provável que esses produtores de conteúdo abandonem o serviço para promover suas criações nas plataformas que dão lucro, como o Apple Music e o Spotify. O resultado disso, entretanto, só o tempo dirá.

via TechCrunch

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