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Apple é líder nos esforços para utilizar menos minério proveniente de áreas de conflito na África, segundo ONG

É fato notório que a gênese de qualquer produto eletrônico se dá numa mesa de projeto, quando o time de engenharia da empresa em questão se reúne discutindo possibilidades, planos e recortes. Outra faceta da origem dos dispositivos, entretanto, tem muito menos glamour e é muito menos lembrada por suas fabricantes: falo, naturalmente, da exploração de minérios como ouro, estanho e tungstênio (todos essenciais para a fabricação dos produtos) em partes do continente africano, especialmente no Congo.

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Quem já assistiu a filmes como “Diamante de Sangue” tem uma ideia (ainda que distante) da realidade horrorosa vivida pelos habitantes destas áreas, marcadas pelo conflito e por atrocidades rotineiras — imagens que contrastam chocantemente com os gadgets imaculados nos nossos bolsos e mesas.

Entretanto, nem tudo está perdido: há um grande número de ONGs dedicadas aos direitos humanos que têm a questão do conflito por minério na África como uma das suas principais (ou mesmo a única) área de atuação. Uma delas é a Enough, organização baseada em Washington, D.C. e fundada por integrantes das Nações Unidas que tem como bandeira a denúncia e ação de crimes contra a humanidade ocorridos no continente africano. Todo ano o grupo divulga, após uma longa série de pesquisas, seu ranking de empresas mais aplicadas em esforços para empregar minérios de áreas livres de conflito; em 2017, uma certa Maçã conseguiu emergir como clara líder no assunto.

A pesquisa engloba 20 das maiores empresas das áreas de tecnologia e varejo de jóias (outro segmento cuja demanda por minérios é, evidentemente, altíssima) e dá a cada companhia uma pontuação com base nos seus esforços para adquirir minérios de áreas pacíficas e implementar ações de redução de danos nas zonas de conflito que porventura faz ou fez negócios. A Apple foi a líder do ranking com 122 pontos, seguida pela Alphabet (detentora do Google), com 102,5.

Ranking da Enough sobre empresas que utilizam minérios de zonas de conflito da África

HP, Microsoft e Intel completam o Top 5, mostrando que as empresas do Vale do Silício estão, no geral, mais preocupadas com a situação africana que o restante: do outro lado do ranking tecnológico, a Samsung conquistou apenas 17,5 pontos e a Toshiba, 9. Pelo menos a situação não é pior que algumas vendedoras de jóias: a Sears e o Walmart ficaram com apenas 2,5 pontos, enquanto a Neiman Marcus conquistou nota zero.

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Em relação a Cupertino, a Enough comentou:

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A Apple emergiu como clara líder, conseguindo 114 dentro de 120 pontos possíveis e mais 8 pontos em crédito extra. Ainda que mesmo uma pontuação perfeita não signifique que uma empresa não tem mais trabalho a fazer, o consistente cumprimento da Apple em cada critério do ranking indica que a companhia tem dedicado recursos substanciais ao desenvolvimento de processos para obter minérios de minas que beneficiam as comunidades congolesas.

O relatório completo da Enough pode ser lido neste link [PDF]. Algo me diz que um certo Tim Cook está feliz com ele.

via Cult of Mac

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