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Mulher usando o Face ID do iPhone X

Chefão de software da Apple abre brecha para vermos um futuro Face ID reconhecendo múltiplos rostos

O intuito deste artigo não é discutir se o Face ID é melhor que o Touch ID, ou vice-versa. O fato é: a biometria facial chegou para ficar no ecossistema da Apple. Assim, aos poucos, o Touch ID tem tudo para sair de cena — já há rumores de novos iPads chegando em 2018 equipados com o sistema frontal TrueDepth. Mas há algo que não temos como fugir, um detalhe intrínseco ao funcionamento do Touch ID que leva clara vantagem se comparado ao Face ID.

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Por mais que os sistemas biométricos da Apple tenham sido criados com foco apenas em um usuário (o dono do aparelho), a possibilidade de cadastrar até cinco dedos no Touch ID abre uma brecha bastante utilizada por donos de iPhones por aí: a de outra pessoa, que não o próprio dono do aparelho, também cadastrar a sua impressão digital para desbloqueá-lo.

Com o Face ID isso não é possível pois… bem, nós só temos um rosto e, como esse sistema de segurança foi projetado para reconhecer apenas o dono do aparelho e ninguém mais, não há a possibilidade de a esposa, o marido, o filho ou qualquer pessoa também utilizá-lo para desbloquear o iPhone. E isso foi confirmado nesta semana por ninguém menos que Craig Federighi, chefão de software da Apple.

Resposta de Craig Federighi sobre múltiplos usuários no Face ID

Respondendo ao email de um cliente que adorou o iPhone X e o Face ID, mas que defendeu essa característica do Touch ID com bons argumentos (ele e a mulher terem as suas respectivas impressões digitais cadastradas no aparelho do outro, o que facilitava muito, por exemplo, o acesso ao aparelho do cônjuge quando o outro estava dirigindo ou algo do tipo), Federighi deixou claro que o Face ID foi concebido apenas para funcionar com o seu dono, assim como o Touch ID. Sim, apesar de reconhecer até cinco impressões digitais, a ideia original do Touch ID é permitir que o dono do dispositivo desbloqueie o aparelho com o dedão ou o indicador das duas mãos, por exemplo, e não permitir que até cinco pessoas diferentes possam cadastrar os seus respectivos dedos.

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Tanto o argumento do cliente quando o de Federighi são plausíveis. Definitivamente não existe certo ou errado, aqui, apenas escolhas. Aos que gostariam de ver o suporte a múltiplos rostos no Face ID, há luz no fim do túnel, já que Federighi terminou o email dizendo que certamente levará o comentário em consideração durante a evolução do Face ID.

A minha dica, porém (ainda que ele tenha falado isso), é: espere sentado.

via MacRumors

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