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App Store encolhe pela primeira vez na história (mas os motivos podem não ser de todo ruins)

App Store num iPhone segurado por mãos

Não seria nenhum exagero afirmar que a App Store é um dos maiores acertos da Apple na sua história — para ilustrar esse argumento, basta lembrar que o carro-chefe da empresa, o iPhone, só “pegou” de verdade depois que a indefectível loja de aplicativos foi lançada, em 2008. Desde então, a trajetória da App Store tem sido exclusivamente ascendente em número de aplicativos disponíveis e lançamentos — até agora.

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Uma interessante pesquisa da Appfigures mostra que, ao longo de 2017, a App Store encolheu pela primeira vez desde a sua gênese, tanto em total de aplicativos quanto em número de lançamentos. Em contraponto, o Google Play continua crescendo vertiginosamente e distanciando-se da loja da Maçã como maior repositório de apps do planeta.

Pesquisa da Appfigures sobre aplicativos, abril de 2018

Como mostra o gráfico acima, ao final de 2017 a App Store contava com 2,1 milhões de aplicativos, uma queda de 5% comparando com os 2,2 milhões de apps disponíveis no fim de 2016. O Google Play, por outro lado, cresceu mais de 30%, saltando de 2,8 para mais de 3,6 milhões de títulos disponíveis.

Pesquisa da Appfigures sobre aplicativos, abril de 2018

O número de lançamentos em cada loja — ou seja, a quantidade de aplicativos novos disponibilizados nos espaços por pelo menos um dia — também evidencia a distância entre Apple e Google no quesito: só ao longo do último ano, o Google Play viu o lançamento de 1,5 milhão de aplicativos, o que representa um salto de 17% em relação a 2016. Já a App Store recebeu “apenas” 755 mil lançamentos — uma queda vertiginosa (e também inédita) de 29%.

Por mais que os números possam soar aos alarmistas como o prenúncio de uma queda mais generalizada, a Appfigures dá algumas razões positivas para o encolhimento da App Store: uma aplicação mais severa das diretrizes da loja, que resultou em mais aplicativos sendo rejeitados e a remoção de muitos apps de spam, clones e/ou títulos de baixa qualidade. Além disso, 2017 foi o ano em que a Maçã começou a efetivamente apagar os aplicativos de 32 bits da loja, o que deve ter feito uma boa limpa de softwares velhos e esquecidos nos seus catálogos.

Pesquisa da Appfigures sobre aplicativos, abril de 2018

A pesquisa traz ainda outros levantamentos interessantes. Por exemplo, é possível ver acima que a expansão de plataformas é muito mais frequente do iOS para o Android que no sentido contrário: em 2017, foram lançados no Google Play 17 mil aplicativos que já existiam na App Store, enquanto o caminho inverso aconteceu 7,5 mil vezes.

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Importante notar que, do universo de apps nas duas lojas, apenas 450 mil deles existem em ambas as plataformas — o que pode parecer muito, mas representa apenas 8,5% do total de títulos combinados.

Pesquisa da Appfigures sobre aplicativos, abril de 2018

O Brasil ficou no Top 5 no levantamento de países que mais lançam aplicativos nas duas lojas, com 2,8% do total. Os Estados Unidos, obviamente, ficaram na liderança com 33,5%, seguidos por China, Índia e Reino Unido.

Pesquisa da Appfigures sobre aplicativos, abril de 2018

Em nossa querida república, as categorias mais representadas na App Store em 2017 — ou seja, as que os desenvolvedores criaram mais apps para ao longo do ano — foram “Negócios” e “Educação”; no Google Play, foram os segmentos “Música” e “Negócios”. Intrigante notar que, de todos os países incluídos no levantamento, o Brasil é o único onde a categoria “Jogos” não ficou entre as mais representadas em nenhuma das plataformas — seria um desinteresse do público ou uma falta de game designers em território nacional?

Pesquisa da Appfigures sobre aplicativos, abril de 2018

O relatório completo traz mais alguns levantamentos interessantes para análise das tendências das lojas de aplicativos em 2018, e pode ser uma boa leitura para desenvolvedores e profissionais digitais. Ele pode ser lido aqui.

via TechCrunch

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