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Apple Store - Zorlu Center, na Turquia

Presidente turco defende boicote ao iPhone em meio a guerra comercial com os EUA

Aparentemente, Donald Trump não é o único presidente (ou, no caso, futuro presidente) a clamar pelo boicote de produtos da Apple. O chefe de estado da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, é mais um que entra para a lista — embora por razões bem diferentes.

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Falando numa reunião do comitê central do seu partido, em Ancara, Erdoğan defendeu que os turcos como um todo iniciassem um boicote em relação a produtos importados dos Estados Unidos, citando o iPhone nominalmente e declarando: “Se eles têm iPhones, há a Samsung do outro lado e nós mesmos temos o Venus” — em referência ao smartphone da fabricante local Vestel, produzido na própria Turquia. O presidente defendeu também que a população vendesse moedas estrangeiras e passasse a consumir apenas produtos fabricados localmente, como uma forma de fortalecer a economia do país de forma independente.

A fala de Erdoğan não vem por acaso: a Turquia atravessa um momento difícil, economicamente falando, e a lira turca perdeu quase 40% do seu valor em relação ao dólar desde janeiro. Segundo o presidente e seu partido, o momento de instabilidade é causado principalmente por sanções impostas pelo governo americano, que impôs o aumento de tarifas sobre metais exportados do país eurasiático.

É bom notar que essa guerra comercial começou por conta de um episódio que nada tem a ver com economia, quando Trump prometeu uma retaliação depois que o governo turco negou liberdade a um pastor americano detido no país sob acusações de terrorismo e espionagem. Aparentemente, a tal da retaliação surtiu efeito — o que expõe a perigosa dependência da economia turca a mercados externos — e a lira começou a perder valor com mais força nesta semana.

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Ainda não se sabe quais os efeitos práticos da fala de Erdoğan — até o momento, o governo turco não se pronunciou sobre um possível banimento ou aumento de tarifas sobre iPhones e produtos importados dos EUA. O fato é que a “resposta” surtiu efeito e, ao menos nas últimas horas, a lira turca viu seu valor manter-se estável.

A Apple, do seu lado, naturalmente não se pronunciou, mas um boicote da Turquia aos seus produtos não parece ser algo que esteja nos planos de Cupertino. O iPhone tem cerca de 15% do mercado de smartphones no país de quase 80 milhões de pessoas — ou seja, não estamos falando de um mercado descartável para a Maçã, que tem duas lojas oficiais (incluindo a belíssima Apple Zorlu Center, da foto no topo desta matéria) em Istambul.

Vamos ver no que essa história toda vai dar…

via AppleInsider

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