Como tradicionalmente faz, a firma de reparos iFixit colocou as mãos no iPhone XR para desmontar o aparelho e mostrar a sua construção em toda a sua glória. Vamos dar uma olhada em tudo?
Antes de começar a ver as entranhas do iPhone XR em si, a iFixit o colocou ao lado do XS para comparar três detalhes interessantes: o design da parte inferior, a margem da tela OLED1Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico. vs. LCD2Liquid crystal display, ou display de cristal líquido. e a protuberância das câmeras traseiras.
Acima, eis um raio-X do aparelho.
O processo de abertura é praticamente o mesmo, envolvendo parafusos Pentalobe na porta Lightning e ventosas para ajudar a puxar a tela.
Numa primeira olhada, a iFixit afirmou que o XR se parece mais com um híbrido entre o iPhone 8 e o X por conta da bateria e da placa lógica retangular.
De novidade temos uma bandeja de cartão SIM modular, algo inédito no iPhone. O que isso significa? Que, caso a peça apresente falhas, será possível fazer uma troca rápida do componente sem precisar substituir toda a placa lógica!
Na placa lógica em si temos o SoC3System-on-a-chip, ou sistema-em-um-chip. A12 Bionic, 3GB LPDDR4x SDRAM, um módulo Bluetooth/Wi-Fi (Apple/USI 339S00580), um controlador NFC4Near field communication, ou comunicação por campo de proximidade. (NXP 100VB27), amplificadores de áudio (3x Apple 338S00411), um módulo amplificador de energia (Skyworks 203-15 G67407 1838) e mais.
O iPhone XR não conta com o recurso 3D Touch mas, como todos os outros, traz um Taptic Engine que é responsável por tudo que envolve vibração no aparelho (incluindo o recurso Haptic Touch, que basicamente chegou para ocupar o lugar do 3D Touch nesse modelo).
Já a bateria conta com quatro abas adesivas que tornam a remoção dela algo bem mais simples e fácil.
Da esquerda para a direita, temos as seguintes baterias: iPhone 8 (6,96Wh), iPhone XR (11,16Wh), iPhone 8 Plus (10,28Wh) e iPhone XS (10,13Wh). Ela parece menor do que a do iPhone 8 Plus, não é? Mas o visual frontal engana, já que ela é mais espessa.
Eis a câmera traseira do XR, exatamente igual ao módulo grande angular que temos nos iPhones XS e XS Max.
Falando de tela, a Liquid Retina do XR é 0,3″ maior que a OLED do XS, mas é também mais grossa e pesada. A necessidade de uma retroiluminação sempre fará da tela LCD uma estrutura mais espessa — e, segundo a iFixit, foi exatamente isso que vez a porta Lightning ficar descentralizada na parte inferior do aparelho.
Conclusão: temos aqui uma mistura de estruturas do iPhone 8 (bateria retangular, placa lógica de camada única) com o iPhone X (placa lógica quadrada e Face ID), o tornando — pelo menos internamente falando — um “iPhone 9”. Ainda assim, ele traz coisas bem novas como o processador A12 Bionic e o primeiro leitor de cartão SIM modular da Apple.
Por conta disso, a iFixit deu uma nota 6/10 no quesito “reparabilidade”, destacando como pontos positivos: a fácil abertura da estrutura, adesivos que facilitam a remoção da bateria e a possibilidade de trocar a tela sem precisar mexer no Face ID. De pontos negativos, temos a utilização de Pentalobe e parafusos de três pontos (ainda que tudo isso seja melhor do que usar adesivos ou colas), o processo de “impermeabilização” (que complica alguns reparos) e o fato de ele ser construído utilizando vidro na parte frontal e traseira (material fácil de quebrar).

Quem quiser, pode ainda conferir acima um vídeo de todo o processo.
Notas de rodapé
- 1Organic light-emitting diode, ou diodo emissor de luz orgânico.
- 2Liquid crystal display, ou display de cristal líquido.
- 3System-on-a-chip, ou sistema-em-um-chip.
- 4Near field communication, ou comunicação por campo de proximidade.