Já falamos aqui, há cerca de dois anos, sobre a quantia astronômica investida pela Maçã na construção do Apple Park: US$5 bilhões, o que o colocou, à época, como o terceiro edifício mais caro do mundo.
Há uma diferença, entretanto, entre valor de construção e valor de mercado — enquanto o primeiro refere-se à quantia exata gasta por uma pessoa ou empresa para erguer alguma coisa, o segundo quantifica o valor daquele edifício caso o seu dono resolva vendê-lo. Obviamente, a Maçã não pretende vender o Apple Park nem pretenderá fazê-lo por muito tempo, mas nem por isso a construção deixa de ser uma das mais valiosas do mundo.
O San Francisco Chronicle fez um levantamento para estimar o valor de mercado do Apple Park e chegou a um número impressionante: US$4,17 bilhões. O valor se refere a toda a construção do terreno e tudo nele incluso, como mobiliário, equipamento, paisagismo e o que o valha. O Condado de Santa Clara, que leva em conta somente a construção em si, avalia o Apple Park em US$3,6 bilhões para pagamento de impostos.
Aliás, que impostos: com as taxas de propriedade do condado girando em torno de 1%, estima-se que a Apple pague cerca de US$40 milhões anualmente ao Estado. Isso, claro, considerando o valor cheio — naturalmente, uma construção desse tipo envolve uma série de benefícios fiscais e contrapartidas, como já tratamos em vários outros artigos.
O fato é que, a US$4,17 bilhões, o Apple Park fica facilmente entre os dez edifícios mais valiosos do mundo. O detentor do título continua a ser, séculos depois, a Grande Mesquita de Meca, na Arábia Saudita, estimada em cerca de US$100 bilhões(!), e o segundo lugar também fica na cidade sagrada do Oriente Médio — trata-se do complexo de arranha-céus Abraj Al Bait, avaliado em cerca de US$15 bilhões.
Quando for inaugurado, o complexo de fusão nuclear do projeto ITER (localizado em Saint-Paul-lès-Durance, na França) também entrará para esse seleto grupo, com um valor estimado em US$25 bilhões. Outros prédios no Top 10 incluem o One World Trade Center, em Nova York (US$3,8 bilhões) e a Salesforce Tower, em San Francisco (US$1,7 bilhão).
Sobre essa última, aliás, o San Francisco Chronicle tem um dado interessante: mesmo tendo 57 andares, o arranha-céu tem somente cerca de metade da área para escritórios do Apple Park, de somente quatro pavimentos. Claro, o prédio da Maçã é instalado num terreno dezenas de vezes maior, mas a informação deixa claro como o aproveitamento de espaço e a arquitetura inteligente são fatores importantes na valoração de um edifício.
Outro ponto curioso: o terreno do Apple Park tem metragem equivalente à metade da área ocupada pelo Pentágono em Arlington, Virginia — com a diferença óbvia de que o Exército dos EUA não paga impostos. 😛
via Cult of Mac