O melhor pedaço da Maçã.
MM News

Receba os nossos principais artigos diariamente, por email.

Cigarros eletrônicos da PAX

Apple enfrenta críticas por proibir apps de cigarros eletrônicos

Na última semana, falamos aqui sobre a remoção dos aplicativos de cigarros eletrônicos da App Store. A decisão da Apple foi fundamentada em estatísticas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que indicaram a morte de ao menos 42 pessoas e o surgimento de mais de 2 mil casos de problemas pulmonares por conta desses dispositivos. Ainda assim, a notícia — como era de se esperar — virou polêmica.

Publicidade

A PAX, uma das fabricantes afetadas pela decisão da Apple, publicou uma carta aberta direcionada à Maçã questionando a remoção dos aplicativos da App Store e opinando que a proibição é prejudicial para milhões de usuários que usam os cigarros eletrônicos como forma de tratamento medicinal — especialmente aqueles que usam a cannabis de forma terapêutica.

A empresa escreveu o seguinte:

Na PAX, nós nos comprometemos a criar tecnologias as quais permitem que pessoas adultas façam escolhas conscientes e bem-informadas. Milhões de consumidores em 34 estados legalizados, incluindo um grande número de pacientes médicos e veteranos, dependem do PAX Mobile App para controlar o tamanho das sessões e a temperatura, além de ligar recursos que impeçam crianças de acessar nossos dispositivos. Na última terça-feira, nós anunciamos o novo recurso PodID, que — tendo em vista as ameaças recentes trazidas pelo mercado ilícito — dá aos consumidores um acesso nunca antes visto às informações sobre o que está em suas cápsulas, incluindo dados de tensão, perfis de cannabinoids e terpenos, testes feitos por agências responsáveis e muito mais.

As “ameaças recentes trazidas pelo mercado ilícito” citadas na carta são uma referência a um dos principais argumentos daqueles que se opuseram à decisão da Apple. Cientistas notam que o maior perigo trazido pelos cigarros eletrônicos está no acetato de vitamina E, componente utilizado nos cartuchos dos dispositivos. Segundo jornalistas, especialistas da área e usuários, entretanto, o acetato só está presente em cartuchos vendidos pelo mercado alternativo/ilícito, e não pelas empresas reguladas formalmente.

Publicidade

A PAX lembra que seus vapers ainda podem ser utilizados normalmente pelos usuários e aqueles que têm os apps instalados em seus iPhones podem continuar usando-os; a versão para Android do aplicativo da empresa também continua disponível no Google Play.

A fabricante não foi a única a criticar a decisão da Apple. O célebre colunista anônimo da Macworld, The Macalope, escreveu um artigo intitulado “você não é meu pai, Apple”, afirmando que a remoção dos apps é uma atitude paternalista da Maçã — e questionando o motivo de aplicativos relacionados a álcool continuarem disponíveis na App Store.

Indo por outro caminho, o colunista Jason Perlow, no ZDNet, criticou a Apple por colocar em risco a integração do iOS com seu cigarro eletrônico de maconha, utilizado por ele (e milhares de outros pacientes) como forma de tratamento do seu transtorno de ansiedade generalizada. Segundo Perlow, o app que ele usa controla alguns aspectos importantes do seu tratamento, mas a cruzada da Maçã contra o segmento não dá boas perspectivas sobre o futuro do desenvolvimento dessas soluções — e, ainda por cima, joga mais uma camada de estigma sobre os usuários de cannabis.

No fim das contas, é bem claro que a Apple não está cometendo nenhum crime ao remover os aplicativos da App Store se assim desejar — a loja é dela, e ela tem o direito de não querer se associar com segmentos ou empresas que, na sua visão, poderão trazer problemas para a sua imagem (tal como não permite, por exemplo, apps com conteúdo adulto/pornográfico). Ainda assim, a discussão precisa ir mais a fundo: até que ponto a inibição de possíveis consumidores que façam uso de produtos ilegais é mais importante do que o tratamento médico ou terapêutico de tantos outros usuários?

Essa definitivamente não é uma questão simples de se responder, e teremos de aguardar para ver se a empresa terá algo a falar sobre tudo isso depois da polêmica. O que vocês acham?

via Daring Fireball

Ver comentários do post

Carregando os comentários…
Artigo Anterior
iPhones 11 Pro e 11 Pro Max em todas as cores de trás

Rumor: iPhones de 2020 poderão ter 6GB de RAM

Próximo Artigo
Apple na Rússia

Rússia proíbe venda de aparelhos sem software local, ameaçando operações da Apple no país

Posts Relacionados