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Grupos defendem decisão da Apple de não desbloquear iPhones de terrorista

Como eu mesmo previ no primeiro artigo sobre o caso, a nova disputa entre Apple e FBI — esta, envolvendo dois iPhones do terrorista que matou três pessoas no ataque a uma base aeronaval em Pensacola (Flórida, Estados Unidos) — rendeu muito pano pra manga.

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Primeiro, o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, foi a público pressionar a Apple pela criação de uma backdoor (ou seja, uma porta de entrada) para que o FBI e outras agências de segurança pudessem acessar iPhones bloqueados por conta própria.

Após a (nova) recusa da Apple, foi Trump em pessoa que “exigiu” uma resposta por parte da Maçã, jogando no meio ameaças veladas em relação à guerra comercial do país com a China. Por fim, veio à tona que o FBI já conseguiu desbloquear até mesmo um iPhone 11 Pro Max com ajuda de agentes externos, tornando o envolvimento da Apple no caso, em teoria, totalmente desnecessário.

Pois agora, de acordo com o Business Insider, três grupos dedicados à defesa das liberdades civis vieram em defesa da Apple e da sua decisão de manter o iOS longe de backdoors e acessos governamentais. Segundo a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), por exemplo, “não há uma forma de a Apple, ou qualquer outra empresa, garantir o acesso do FBI a comunicações criptografias sem oferecê-lo também a governos estrangeiros autoritários”.

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A Fundação Fronteira Eletrônica (EFF), pioneira na defesa dos direitos digitais, corroborou a opinião da ACLU, afirmando que “o pedido do FBI põe em risco a segurança de milhões de americanos e outras pessoas inocentes ao redor do mundo, sendo uma troca desvantajosa para a política de segurança [proposta pela agência]”.

Por fim, o EPIC (Electronic Privacy Information Center) afirmou o seguinte (trecho traduzido do Business Insider):

“Não é uma simples troca que de alguma forma aumenta a segurança nacional sob o custo da privacidade individual de um usuário”, disse Alan Butler, conselheiro-geral do EPIC, ao Business Insider.

Segundo Butler, a maior ameaça é a criptografia enfraquecida, que poderia tornar mais fácil o acesso aos dispositivos das pessoas — não só por parte de agências da lei, mas também de malfeitores. A própria razão de criptografar um dispositivo é proteger o usuário, disse ele, seja de um ataque cibernético contra suas informações financeiras ou de um roubo físico à sua casa.

“As pessoas têm aplicativos em seus telefones que controlam os sistemas de segurança de suas casas”, disse Butler, adicionando: “O que seria mais inseguro do que um criminoso capaz de desbloquear seu telefone e, portanto, literalmente destrancar a sua porta da frente?”

A própria Apple também enviou um comunicado ao Business Insider, reforçando sua posição:

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Nós sempre reforçamos que não existe tal coisa como uma “backdoor para os cidadãos de bem”. Backdoors também podem ser exploradas por aqueles que ameaçam nossa segurança nacional e a proteção de dados dos nossos usuários.

Ou seja: nada de novo no front.

via iMore

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