FBI conseguiu desbloquear um iPhone 11 ligado ao caso de impeachment de Trump

Lev Parnas | Imagem: Seth Wenig/AP
Lev Parnas

A queda de braço entre Apple e FBI ganhou mais um novo capítulo. Antes, como informamos, a agência de inteligência americana pediu a ajuda da Apple para desbloquear os iPhones do terrorista que matou três pessoas em um ataque a uma base aeronaval em Pensacola. Segundo a Apple, ela cooperou fornecendo todos os dados solicitados, mas se recusa a criar uma backdoor (uma porta de entrada no iOS) para que FBI e outros órgãos possam ter acesso a iPhones de uma forma geral.

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Pouco tempo depois, soubemos que o FBI teria conseguido desbloquear com sucesso um iPhone 11 Pro Max pertencente a outro caso; e como os iPhones do terrorista são bem mais antigos, muitos questionaram o pedido de ajuda da agência, alegando que, na verdade, o FBI não precisa da Apple e só está fazendo isso para ganhar a queda de braço envolvendo a discussão “criptografia de smartphones”.

Mais um iPhone desbloqueado

Agora surgiu mais uma indício de que eles realmente não precisam da Maçã para ter acesso a aparelhos em investigações: segundo informou a Bloomberg, o FBI conseguiu desbloquear também um iPhone 11 — ainda que isso tenha demorado cerca de dois meses.

O aparelho pertencia a Lev Parnas, ex-sócio de Rudy Giuliani (advogado de Donald Trump) que está envolvido no impeachment que o presidente dos EUA enfrenta. Parnas alega que agiu como negociador no esquema para coagir o presidente ucraniano a lançar uma investigação contra o filho do pré-candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Bidden.

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De acordo com uma carta [PDF] do Comitê de Inteligência da Câmara, tanto o iPhone quantos outros dispositivos de Parnas foram apreendidos em outubro. Eles ainda estão sob posse do FBI, mas Parnas concordou em cooperar, e sua equipe de defesa pediu permissão para obter quaisquer dados que o FBI tivesse extraído dos dispositivos a fim de compartilhar alguns deles com os investigadores da câmara.

O advogado de Parnas disse que o Departamento de Justiça tinha conseguido extrair com sucesso os dados do iPhone 11 no começo de dezembro passado, mas alegou que o órgão não entregou os documentos até o fim do ano.

O Departamento de Justiça, por sua vez, afirmou — entre outras coisas — que Parnas se recusou a fornecer a senha para seus dispositivos (algo dentro da lei), e que tal atitude exigiu que o FBI passasse quase dois meses tentando desbloquear o iPhone. O FBI ainda está tentando desbloquear outros dispositivos pertencentes a Parnas.

FBI & Cellebrite

Para ter acesso aos dados no celular, a agência teria trabalhado novamente com a Cellebrite, que esteve envolvida no ataque de San Bernardino, segundo uma matéria da Motherboard — o Comitê de Inteligência da Câmara divulgou alguns documentos em um formato usado pela Cellebrite.

O FBI precisa mesmo da Apple?

Ainda que tenha conseguido desbloquear o aparelho e ter acesso às informações (não está claro se essa tarefa demorou mesmo dois meses ou se os investigadores esperaram para divulgar tal informação), a queda de braço entre FBI e Apple continua.

Estamos ajudando a Apple o tempo todo no comércio e em muitos outros problemas, mas eles se recusam a desbloquear telefones usados por assassinos, traficantes de drogas e outros elementos criminosos violentos. Eles terão que dar um passo adiante e ajudar nosso grande país, AGORA! TORNE A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE.

O presidente Trump, por exemplo, “exigiu” que a Maçã tome providências e facilite o trabalho investigativo, enquanto a Apple mantém sua posição de não abrir brechas propositais no iOS. Ainda assim, uma matéria recente levanta a hipótese de a Maçã ter desistido da ideia de criptografar os backups do iCloud de ponta a ponta justamente para ajudar o FBI.

Essa história está longe de terminar…

via Gizmodo

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