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Técnico fazendo reparo em iPhone

Contrato da Apple com assistências independentes gera polêmica nos EUA

Há alguns meses, a Apple foi aplaudida ao permitir que assistências técnicas terceirizadas nos Estados Unidos pudessem reparar iPhones utilizando peças e equipamentos originais, como acontece nos Centros de Serviço Autorizados Apple.

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Trata-se do Programa de Reparo Independente (Independent Repair Provider Program, ou IRP), o qual é totalmente livre de custos, seja a empresa grande ou pequena. O requisito mínimo é que a assistência tenha ao menos um técnico certificado pela Apple que possa executar os reparos (certificação essa que também é gratuita para conseguir).

É claro que essas assistências precisam assinar um contrato com a Apple, afinal estamos falando de um negócio com bastante responsabilidade. O problema é que esse contrato vazou, a Motherboard deu uma bela analisada e chegou a conclusão de que ele é — no mínimo — bastante esquisito.

Quer um exemplo? Ao entrar no IRP, a Apple se dá o direito de realizar auditorias e inspeções sem aviso prévio nas assistências. Um dos intuitos dessas “visitas” é procurar e identificar o uso de peças de reparo proibidas — caso as encontre, a assistência pode ser multada. Mesmo optando por sair do programa em algum momento por qualquer que seja a razão, o contrato permite que a Apple faça essas auditorias por até cinco anos após o encerramento da parceria! 😳

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Outra: as assistências precisam anunciar que não são prestadores de serviços autorizados Apple; além disso, o cliente precisa basicamente assinar um documento reconhecendo que está deixando seu aparelho para consertar em uma assistência não-autorizada — ainda que a pessoa responsável pelo reparo seja alguém devidamente certificado pela Apple, como comentamos acima.

O contrato também cobre a possível utilização de produtos ou peças falsificadas ou que violem a propriedade intelectual da Apple — o que é um pouco ambíguo, já que não existe uma definição exata do que são produtos ou peças falsificadas/que violam a propriedade intelectual da Maçã.

É claro que há um misto de sentimentos. Algumas cláusulas realmente parecem ser bastante agressivas e acabam afastando qualquer possibilidade de uma assistência assinar esse acordo com a Apple; por outro lado, alguns donos de estabelecimentos acreditam que o programa é uma oportunidade única de trabalhar com componentes genuínos, entregues diretamente pela empresa.

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A discussão é boa e não deverá parar por aqui, não…

via 9to5Mac

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